Trump atrela acordo com o Irã ao reconhecimento de Israel
Presidente dos EUA pressiona países do Oriente Médio a aderirem aos Acordos de Abraão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira, 25, um longo texto na rede Truth Social, atrelando um possível acordo de paz com o Irã aos Acordos de Abraão, assinados em 2020 para estabelecer o reconhecimento diplomático e a cooperação econômica e comercial entre Israel e países árabes.
Na mensagem, Trump disse ter conversado com uma série de líderes do Oriente Médio e os pressionou a assinar o acordo.
"As negociações com a República Islâmica do Irã estão progredindo bem! Ou será um ótimo acordo para todos, ou nenhum acordo — de volta à linha de frente e aos tiroteios, mas maiores e mais fortes do que nunca — e ninguém quer isso! Durante minhas conversas no sábado com o Presidente Mohammed bin Salman Al Saud, da Arábia Saudita, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, o Emir Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Thani, o Primeiro-Ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim bin Jaber Al Thani e o Ministro Ali al-Thawadi, do Catar, o Marechal de Campo Syed Asim Munir Ahmed Shah, do Paquistão, o Presidente Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia, o Presidente Abdel Fattah El-Sisi, do Egito, o Rei Abdullah II, da Jordânia, e o Rei Hamad bin Isa Al Khalifa, do Bahrein, afirmei que, após todo o trabalho realizado pelos Estados Unidos para tentar resolver esse quebra-cabeça tão complexo, deveria ser obrigatório que todos esses países, no mínimo, assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão. Os países em questão são: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (já membro!), Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein (já membro!). É possível que um ou dois tenham um motivo para não o fazer, e isso será aceito, mas a maioria deveria estar pronta, disposta e apta a fazer deste Acordo com o Irã um evento muito mais histórico do que seria de outra forma.
Os Acordos de Abraão provaram ser, para os países envolvidos (Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos, Sudão e Cazaquistão), um boom financeiro, econômico e social, mesmo durante este período de conflito e guerra, com os membros atuais jamais sequer sugerindo a saída ou mesmo uma pausa. A razão para isso é que os Acordos de Abraão foram ótimos para eles e serão ainda melhores para todos, trazendo verdadeiro poder, força e paz ao Oriente Médio pela primeira vez em 5.000 anos. Será um documento respeitado como nenhum outro já assinado em qualquer lugar do mundo. Seu nível de importância e prestígio será incomparável! Deveria começar com a assinatura imediata da Arábia Saudita e do Catar, e todos os outros deveriam seguir o exemplo. Se não o fizerem, não deveriam fazer parte deste Acordo, pois isso demonstra má intenção."
Irã e os Acordos de Abraão
Trump também ventilou a possibilidade de ter o Irã como signatário dos Acordos de Abraão.
"Ao conversar com vários dos grandes líderes mencionados acima, eles se sentiriam honrados em ter a República Islâmica do Irã como parte dos Acordos de Abraão assim que nosso documento fosse assinado. Uau, isso seria algo extraordinário! Este será o acordo mais importante que qualquer um desses grandes países, sempre em conflito, jamais assinará. Nada no passado ou no futuro o superará. Portanto, solicito obrigatoriamente que todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão e que, se o Irã assinar seu acordo comigo, como presidente dos Estados Unidos da América, seria uma honra tê-lo também como parte desta coalizão mundial sem precedentes. O Oriente Médio seria unido, poderoso e economicamente forte, como talvez nenhuma outra região do mundo! Por meio desta VERDADE, peço aos meus representantes que iniciem e concluam com sucesso o processo de adesão desses países aos já históricos Acordos de Abraão."
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