"Traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história", diz Itamaraty
Ministério das Relações Exteriores reagiu à participação de Flávio Bolsonaro em audiência da Seção 301 nos EUA
O Itamaraty divulgou uma nota nesta quarta, 24, reagindo à possível participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para discutir a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre importações brasileiras sugerida pelo órgão.
Como mostramos, bolsonaristas celebraram a solicitação do senador para participar da audiência, afirmando que ele estaria atuando mais do que o governo Lula para tentar evitar o novo tarifaço.
Sem citar nominalmente o parlamentar, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que "traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história".
"O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira (...) O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros."
O comunicado destaca que as audiências da Seção 301 são destinadas ao setor privado e sociedade civil.
"Outros importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China e União Europeia, tampouco enviam representantes às audiências públicas", diz.
A íntegra
Leia a nota na íntegra:
"Investigação da 301 e tarifas contra o Brasil
Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira.
As audiências públicas da Seção 301 nos Estados Unidos são espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Outros importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China e União Europeia, tampouco enviam representantes às audiências públicas.
O governo brasileiro tem participado ativamente nessa investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos, desde sua abertura em 15 de julho de 2025.
Apresentou duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível.
O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros."
Leia mais: Por que o governo Lula não vai participar da audiência sobre tarifaço
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