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Supremo autoriza governo a rever anistia de cabos da Aeronáutica

O plenário do Supremo Tribunal Federal (foto) autorizou nesta quarta-feira, por 6 votos a 5, a revisão e eventual anulação pelo governo de anistias concedidas a mais de 2,5 mil cabos desligados da Aeronáutica durante a ditadura. A decisão está relacionada a uma portaria editada em 1964 que limitou em oito anos o tempo de...

Crusoe
Redação Crusoé
2 minutos de leitura 16.10.2019 15:49 comentários 3
Supremo autoriza governo a rever anistia de cabos da Aeronáutica
Sessão do STF no dia 16 de outubro
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (foto) autorizou nesta quarta-feira, por 6 votos a 5, a revisão e eventual anulação pelo governo de anistias concedidas a mais de 2,5 mil cabos desligados da Aeronáutica durante a ditadura.

A decisão está relacionada a uma portaria editada em 1964 que limitou em oito anos o tempo de serviço dos cabos. Em 2002, a Comissão de Anistia concluiu que a portaria teve motivações "exclusivamente políticas" e foi uma forma de reprimir militares que eram vistos como subversivos, depois da rebelião de cabos, sargentos e suboficiais da Marinha e da Aeronáutica em 1963.  A revolta foi motivada pela decisão do STF de reafirmar a inelegibilidade dos sargentos para cargos no Legislativo.

Com a decisão do Supremo, o governo poderá abrir processos administrativos, com direito a defesa, para rever todas anistias concedidas aos cabos a partir de 2002. No entanto, ainda que as compensações venham a ser anuladas, as indenizações já pagas não devem ser devolvidas.

Em 2006, a Advocacia-Geral da União passou a defender que a portaria teve como objetivo apenas racionalizar o contingente da Aeronáutica, que em 1964 possuía quase o mesmo número de cabos e soldados. Em 2011, um grupo de trabalho com integrantes da AGU e do Ministério da Justiça começou a rever os benefícios.

O caso chegou ao STF depois de um cabo ter conseguido a manutenção de sua anistia no Superior Tribunal de Justiça. A AGU recorreu ao Supremo para anular a decisão. O órgão estimou em que o impacto nas despesas do governo nos próximos anos com uma decisão favorável aos cabos seria de 43 bilhões de reais. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, atualmente há 2.529 beneficiados com a indenização da Aeronáutica, em pagamentos mensais que somam 31,5 milhões de reais.

Votaram pelo fim das anistias o presidente do Supremo e relator do caso, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Pela manutenção do benefício, ficaram Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello.

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Comentários (3)

VICTOR

2019-10-16 18:41:36

A questão é que eles viraram pensionistas com as promoções que teriam tido. E nós pagamos a conta . Cortar as pensões é o mínimo que se pode fazer. Alguns deverão ser processados por fraude .


Marcos

2019-10-16 18:08:01

Decidiram alguma coisa racional, finalmente. Espero que façam o mesmo dia 17/10, quando votarão a prisão em 2ª instância


Valdemar

2019-10-16 16:31:10

Ótima decisão!!!!


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VICTOR

2019-10-16 18:41:36

A questão é que eles viraram pensionistas com as promoções que teriam tido. E nós pagamos a conta . Cortar as pensões é o mínimo que se pode fazer. Alguns deverão ser processados por fraude .


Marcos

2019-10-16 18:08:01

Decidiram alguma coisa racional, finalmente. Espero que façam o mesmo dia 17/10, quando votarão a prisão em 2ª instância


Valdemar

2019-10-16 16:31:10

Ótima decisão!!!!



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