"STF se divorciou da sociedade e da própria magistratura", diz líder do PL
Para Portinho, maioria dos ministros da Corte se comporta como advogados movidos por interesses próprios sem espírito público
O líder do PL no Senado, Carlos Potinho (RJ), criticou nesta segunda-feira, 20, no X, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O parlamentar afirmou que a atuação da Corte nos últimos anos não foi em prol da democracia e que "o STF se se distanciou do Legislativo e se divorciou da sociedade e da propria magistratura".
"Tanto que só resta um Magistrado de carreira lá [Luiz Fux]. O resto é uma banca de advogados que se comportam como tal movidos por interesses proprios sem o menor espírito público e noção de Estado e de democracia".
Ele prosseguiu: "A sequestraram enquanto tolos batiam palmas. Arrependidos se arrependerão. Ainda em tempo. Venceremos com Flávio Bolsonaro. VENCEREMOS! Não desistiremos do nosso Brasil!".
As afirmações ocorrem no mesmo dia em que veio à tona a informação de que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, pediu ao colega Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no famigerado inquérito das fake news.
Como de costume, o pedido é sigiloso e já foi encaminhado para a Procuradoria Geral da República (PGR) para posicionamento. A PGR é comandada por Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no IDP.
O decano do STF não gostou de um dos vídeos da série de animação “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais para criticar os ministros do Supremo.
No segundo episódio, o boneco alusivo a Dias Toffoli pede ajuda do boneco alusivo a Gilmar (foto) após a CPI do Crime Organizado quebrar o sigilo da Maridt, da qual Toffoli é sócio.
Sátira
O decano do STF, que não tinha nenhuma ligação formal com o caso, suspendeu a quebra do sigilo por meio de um subterfúgio: ressuscitou um processo antigo para expedir um habeas corpus, atropelando a relatoria de André Mendonça, que cuida do caso do Banco Master no Supremo.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu o indiciamento de Gilmar no relatório da CPI do Crime Organizado por conta dessa interferência. O relatório não foi aprovado, graças a uma manobra do governo Lula, mas o decano do STF pediu investigação de Vieira por abuso de autoridade.
Na animação publicada por Zema, Gilmar pede uma cortesia no resort Tayayá, símbolo da relação de Toffoli com o Master, como retribuição pela ajuda que deu ao colega.
Para o decano do STF, a animação publicada por Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. Ele segue:
“Valendo-se de sofisticada edição profissonal e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal".
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