Antes de embarcar de volta a Buenos Aires, na segunda-feira (20), o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio “Chiqui” Tapia, teria sido abordado por agentes do FBI no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, segundo os jornais argentinos Infobae e Clarín. A própria AFA nega o episódio.
De acordo com os veículos, Tapia e Leandro Petersen, responsável pela área de marketing da entidade, foram levados a uma sala reservada do aeroporto, onde agentes solicitaram a entrega de celulares e outros dispositivos eletrônicos. O voo fretado que levaria a delegação argentina, previsto para as 6h, partiu com cerca de duas horas de atraso.
Quem mais teria sido abordado
Além de Tapia, o tesoureiro da AFA, Pablo Toviggino, e os empresários Diego Lucero e Javier Faroni também teriam tido pertences confiscados na mesma operação, segundo o Infobae.
Tapia e Toviggino são alvo de uma apuração por suposta fraude e peculato, relacionada a contratos de patrocínio da entidade.
A investigação analisa o desvio de cerca de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão, por meio de empresas de fachada, entre elas a TourProdEnter, sediada na Flórida e criada pelo empresário Javier Faroni.
Negativa oficial da AFA
Em comunicado, a AFA classificou como “absolutamente falsa” a informação de que o celular de Tapia foi apreendido. A entidade também afirmou que nem o presidente nem Toviggino foram intimados a depor no Tribunal Distrital da Flórida, e que a convocação teria como alvo uma terceira pessoa, ainda não identificada publicamente.
O que vem pela frente
Segundo os jornais argentinos, os dirigentes citados na investigação devem comparecer ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Flórida no dia 30 de julho. O procedimento ainda está em fase preliminar, anterior a uma eventual denúncia formal, e não possui, até agora, número de processo criminal.







