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‘São Paulo mostrou que restam poucos dias para o obscurantismo’, diz Covas

29.11.20 20:27

Em seu discurso de vitória, ao lado do governador João Doria, o prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas, do PSDB, criticou a polarização política no país, disse que não haverá divisões em sua gestão, e mandou um recado ao presidente Jair Bolsonaro: “São Paulo mostrou que restam poucos dias para o negacionismo, para o obscurantismo”.

Covas venceu a disputa no segundo turno contra Guilherme Boulos, do PSOL, com 59% dos votos válidos, uma diferença de quase um milhão de votos. Em sua fala, o tucano parabenizou o adversário e disse aos eleitores de Boulos que governará para todos. “São Paulo falou, São Paulo não quer divisões, São Paulo não quer o confronto”, afirmou.

Após citar declarações feitas pelo seu avô, o ex-governador Mario Covas, morto em 2001, Covas novamente mandou outro recado ao presidente, dizendo que “é possível fazer política sem ódio, é possível fazer política falando a verdade”, e ressaltando que é “filho e fruto da democracia” e que, por isso, respeita a decisão popular, as instituições e a diversidade.

“Vamos governar para todos. A partir de amanhã, não existe distrito azul e distrito vermelho. Existe a cidade de São Paulo”, disse Covas. Segundo o tucano, seu foco no segundo mandato será o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, que voltou a subir na capital paulista nas últimas semanas, o combate à desigualdade e a geração de empregos.

O prefeito fez ainda um agradecimento especial ao seu vice, Ricardo Nunes, do MDB, que foi alvo de reportagens durante a campanha por um suposto esquema nas creches conveniadas da prefeitura e por um episódio de agressão contra sua mulher, que registrou um boletim de ocorrência na polícia, mas depois disse não se lembrar do fato.

Covas é o segundo prefeito reeleito na cidade de São Paulo desde a redemocratização. Antes dele, apenas Gilberto Kassab, do PSD, conseguiu o feito, em 2008, em condições semelhantes. Ele assumiu a prefeitura no meio do mandato após a renúncia de José Serra para disputar o governo estadual.

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  1. Infelizmente, o obscurantismo está presente desde o dia que você tomou posse e irá continuar até que descubram que não há meios de conter o vírus a não ser a imunidade de rebanho. Se serve como consolo ao "prefeitozinho de m...., tem o ditado que diz "dos males o menor". Certamente seria muito pior com o Boulos de b.....! Mas seria muito melhor se tivessemos alguém do porte de um Faria Lima, de um Prestes Maia. Que saudades!

  2. Quase perde para o Boulos, o "comunistinha invasor", e já quer mandar recadinho para o PR? ... Agora virou guri de recado do obscuro "calcinha justa? ... Só Rindo.

  3. Não sou eleitor em SP. Logo, não tinha candidato para votar. Mesmo assim penso que o esforço e dedicação de Bruno Covas merece efusivo aplauso, pois apesar de enfrentar um sério problema de saúde, ele não desistiu de ir à luta, demonstrando toda a sua vontade em servir ao povo paulistano. Está realmente de parabéns.

  4. O Boulos perdeu a eleição devido a repercussão da ultima entrevista. Repórter: Um filme? Boulos: Invasão a Casa Branca, uma série? La casa de papel, Um Jogador? Casa Grande, uma novela? O Casarão, Livro de cabeceira? Casa-Grande & Senzala, Um programa humorístico? Zorra Total, Uma música, Nós vamos invadir a sua praia, do ultraje a Rigor, Projeto em andamento? como invadir um PC pela internet, Uma frase? Na cidade de São Paulo há muitas moradas vazias.

    1. Uma pena que Bolos não tenha contribuído para o progresso da Ciência, afinal, só as cabeças dos mais brilhantes matemáticos poderiam resolver a equação “a cidade que mais trabalha” governada pelo “homem que nunca trabalhou”!!! Se os paulistanos houvessem preferido Bolos, eu estaria, de longe, esfregando as mãos e pensando: deixa o sujeito fazer todo o estrago possível, antes na prefeitura de SP do que na Presidência da República...

  5. será que ele ouvira a " ciência " da OMS agora que ela esta desestimulando o trancamento sem fundamento algum? será que ele levará em conta os recentes estudos de médicos americanos que vão no mesmo sentido? será que darao o braço a torcer diante do sucesso do tratamento preventivo ? ao contrário do que prescrevia Mandeta o cientista da Crusoe? " fique em casa até não mais consegui respirar ""

  6. O que eu acho estranho é a impressa seja ela colorida, ideológica ou nefasta, ninguém toca no assunto: Maioria!!!! A maioria da população não quer nenhum dos dois. Qual análise se faz desse quadro? Ninguém está querendo mexer no vespeiro? Se a maioria não quer nenhum dos dois, nova eleição, novos candidatos! Reforma política é quimera. Ninguém provoca a casa da Bruxas? Elas se metem em tudo, porquê não dar um parecer sobre o assunto? Vcs são as meninas da hora, isso é pinto!

    1. Haverá sempre uma maioria porque são considerados somente votos válidos, não importando o número de brancos e nulos para eleição do candidato A ou B.

  7. Sr Prefeito Bruno Covas, só um detalhe para sua informação : brancos e nulos e abstenções ou justificativas foram maior q os votantes. E muitos declararam que, contrariadas, tiveram de votar no menos pior. Quem diria q São Paulo um dia teria de voltar no menos pior. Deprimente!!!! Então não venha c esta história de obscurantismo. Reveja seus atos!!!

  8. Foram vários recados e indiretas pro presidente. Agora Bolsonaro enlouquece de vez! Ele não vai suportar isso tudo! Doria que tira o sono dele mesmo quieto, com holofotes, microfones e mídia profissional em volta, Bozo vai se rasgar e enlouquecer! Essa semana vai ser punk em Brasília. Hahahaha

    1. Ana, procure um psiquiatra com urgência. Certamente não é o Presidente que vai enlouquecer. Ter que escolher entre um boneco de ventríloquo do Joãozinho Tranca Rua e um comunista vagabundo e invasor de properiedade alheia foi uma tarefa angustiante, tanto que a maioria optou por votos nulos ou em branco. Que triste situação. Se correr o Covas pega, se ficar o Boulos come.

    1. Ronaldo, o obscurantismo desse prefeitozinho de m.... está nos genes. Herdou do avô. Mas no Brasil é assim, político quando morre vira santo.

    2. Este foi o recado, pelo menos ganhou o menos ruim. Tem como vantagem não ser invasor de propriedades e nem cria de movimentos doutrinados por essa esquerdalha.

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