Quaquá rompe com Benedita e apoia Pedro Paulo ao Senado no Rio
Prefeito de Maricá voltou a criticar escolha de suplente da deputada e declara apoio a deputado do PSD
O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, protagonizou um novo embate com a deputada federal Benedita da Silva.
Quaquá declarou apoio à candidatura do deputado federal Pedro Paulo (PSD) ao Senado pelo Rio de Janeiro, descartando o apoio à correligionária petista na disputa
Em maio, o prefeito já havia retirado o apoio a Benedita após um desentendimento envolvendo a escolha do suplente em sua eventual chapa.
"O grupo majoritário do Rio topou apoiá-la e ofereceu um suplente, o líder do PT na Câmara do Rio, Felipe Pires, e ela não topou. Ela disse que tem idade avançada e quer deixar a suplência de herança para o Manoel Severino, seu chefe de gabinete, que certamente trará escândalos para a campanha, já que estava ligado a saques de dinheiro no Mensalão", diz Quaquá.
O presidente Lula (PT) firmou um acordo com o PSD do Rio para apoiar a candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara.
A reclamação de Benedita
Em abril, Benedita chegou a escrever um artigo no portal Brasil 247 defendendo o "direito de decidir" sobre a composição da própria chapa ao Senado Federal.
O texto respondia a declarações de Quaquá, que rejeitou a indicação de Manoel Savarino como suplente. Segundo Quaquá, o nome estaria “envolvido em escândalos”.
Como alternativa, o prefeito de Maricá sugeriu o vereador carioca Felipe Pires e o pastor e cantor Kleber Lucas.
"Fomos, portanto, surpreendidos com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo", afirmou o dirigente em nota.
"Debate coletivo"
No artigo, Benedita defende que a escolha dos suplentes seja definida em um "debate coletivo".
"A composição da chapa que liderarei nesta eleição passa por um debate coletivo e uma decisão política entre todas as instâncias do meu partido, porém, é importante reafirmar que esta escolha também passa - necessariamente - pelo meu direito de decidir, pois trata-se de uma decisão política que envolve confiança, alinhamento de projeto e compromisso com a nossa população", escreveu.
A deputada também cobrou respeito à sua trajetória e capacidade de decisão, além de criticar práticas que, segundo ela, historicamente limitam a autonomia de lideranças, especialmente mulheres, pessoas negras e moradores de favelas.
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