Netanyahu promete manter tropas no sul do Líbano
Vice-presidente dos EUA critica reação de setores da direita israelense ao acordo com o Irã
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta, 18, que manterá as tropas israelenses no zona segurança estabelecida no sul do Líbano "pelo tempo que for necessário".
A declaração foi feita um dia após Estados Unidos e Irã assinarem um acordo de paz do qual Israel não é signatário.
“Vamos restaurar a segurança e a prosperidade nas cidades do norte. Isso exige a manutenção da zona de segurança no sul do Líbano; exige que não a abandonemos enquanto as necessidades de segurança de Israel assim o exigirem", disse em uma cerimônia oficial.
Vance rebate críticas
Em entrevista ao The New York Times, o vice-presidente americano, JD Vance, classificou como "alvoroço estranho" a reação israelense.
“Acho todo esse alvoroço em Israel um pouco estranho, porque acredito que ele surge da desconfiança, e acho que os Estados Unidos conquistaram a confiança daquela região do mundo (...) Fizemos um excelente trabalho com aquele país e aquele governo em particular, e acho que a ideia de que fizemos um péssimo negócio não se sustenta nos fatos, mas simplesmente não faz sentido se considerarmos a longa duração dessa relação.”
Vance observou que parte da direita israelense tem criticado o entendimento firmado com o regime iraniano.
“É evidente que grandes segmentos do sistema político e da população israelense são muito sensíveis a esse acordo. Mas também acho que estão absorvendo algumas informações errôneas sobre o acordo e as propagando, entrando em pânico por causa disso.”
E questionou: "Acho que minha resposta para eles seria: Qual é a sua proposta exata? Vocês são um país de nove milhões de pessoas. Não podem simplesmente resolver todos os seus problemas de segurança nacional matando."
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