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Primeiro-ministro de Israel ameaça Unilever após anúncio do sorvete Ben & Jerry’s

21.07.21 11:23

O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett (foto), reagiu à decisão da marca Ben & Jerry’s de suspender a venda de sorvetes na Cisjordânia, que é governada pela Autoridade Palestina, a AP.

A suspensão da venda foi uma retaliação da marca aos seus licenciados que produzem esse sorvete em Israel. A americana Ben & Jerry’s ordenou que eles interrompessem todas as vendas em Israel e nos territórios palestinos. Como os licenciados se recusaram a fazer isso, eles foram proibidos de vender na Cisjordânia. Em uma declaração oficial, a marca anunciou que fará um acordo diferente com seus licenciados. O contrato vigente dura até o final do próximo ano.

Nesta terça, 20, Bennett conversou com Alan Jope, o diretor-geral da Unilever, que comprou a marca Ben & Jerry’s em 2000. Nas redes sociais, Bennett afirmou que vê a decisão como um passo contra Israel e seus cidadãos. Ele falou em consequências graves para a companhia, o que pode incluir medidas legais.

Há várias marcas de sorvete, mas apenas um estado judaico. A Ben & Jerry’s decidiu se promover como um sorvete anti-Israel“, disse Bennett.

O primeiro-ministro afirmou que a decisão é moralmente equivocada. “O boicote contra Israel — uma democracia cercada por ilhas de terrorismo — reflete uma perda total de direção.”

Na segunda, 19, a Ben & Jerry’s divulgou um comunicado dizendo ter escutado as preocupações dos fãs e parceiros. “Nós acreditamos que é inconsistente com nossos valores que o sorvete Ben & Jerry’s seja vendido no Território Ocupado da Palestina“, diz o texto.

A Ben & Jerry’s é uma marca americana que se posiciona como uma empresa preocupada com mudança climática, refugiados e outras questões do momento, além de apoiar o movimento Black Lives Matter, nos Estados Unidos.

A empresa não discorre mais sobre os seus motivos, mas a menção ao “Território Ocupado da Palestina” já demonstra uma posição política, uma vez que a Cisjordânia é governada pela Autoridade Palestina desde os Acordos de Oslo, de 1993.

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  1. A turma lacradora esquerdoide começou a chegar em posições de comando, a resposta aos admiradores de ditaduras e de terroristas deve ser contundente. Por hora tentarei remover o máximo de produtos da Unilever do meu carrinho.

  2. Esse sorvete é uma delícia, não precisa de lacração politicamente correta nem militância demagógica pra vender bem. Ser inclusiva e sustentável é obrigação mínima de qq empresa, não tem q ficar alardeando q cumpre o básico.

  3. A Unilever está levando adiante o q todas às empresas deveriam fazer, se comprometer com às causas sociais. Responsabilidade social levada a esse extremo é antes de tudo, um ato de coragem. Vamos fazer uma abstração. O GOVERNO COM VIÉS AUTORITÁRIO BRASILEIRO, tudo leva a crer, negocia um sistema espião com Israel. Israel sabe q isso gerará um desequilíbrio na nossa democracia, mas parece ter interesse somente no dinheiro. Se eu sou dono de uma marca de sorvete, poço ñ querer vender p/ Israel.

    1. Todos que habitam os territórios ocupados também são semitas. Ser semita,não é uma exclusividade dos judeus!

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