Paris Filmes diz que não vai distribuir 'Dark Horse'
Produzido com investimentos do banqueiro Daniel Vorcaro, o longa vem enfrentando resistência do mercado audiovisual
A Paris Filmes decidiu não fazer a distribuição de Dark Horse, filme baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Produzido com investimentos do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, o longa vem enfrentando resistência do mercado audiovisual.
Em comunicado, a distribuidora confirmou ter sido procurada pela Go Up Entertainment e recusado o contrato.
"A empresa foi contatada há um tempo para avaliar eventual interesse comercial na distribuição do filme Dark Horse. Após análise interna, a Paris Filmes decidiu não avançar com a distribuição do longa. A distribuidora esclarece que não há negociação em curso, compromisso firmado ou contrato de distribuição relacionado ao filme."
Banco Master presents: ‘Dark Horse’
A dona da produtora GoUp, Karina Ferreira da Gama, admitiu que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, bancou mais de 90% da verba que viabilizou o filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
À TV Globo, ela disse que o orçamento já realizado do longa-metragem está em cerca de 13 milhões de dólares, valor equivalente a 65,7 milhões de reais.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Vorcaro investiu pouco mais de 12 milhões de dólares na produção de Dark Horse. O valor é equivalente a 92% do orçamento atual.
Exterminador do Futuro 2
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro comparou Dark Horse a Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, lançado em 1991.
Segundo O Globo, o filho de Bolsonaro citou a produção produção estrelada por Arnold Schwarzenegger como exemplo de obra cinematográfica de impacto duradouro durante a exibição do filme na segunda-feira, 15, durante o Fraud Fighter Summit, encontro da direita americana realizado em Las Vegas.
Para o deputado cassado, Dark Horse poderia ter um alcance semelhante ao Exterminador do Futuro 2, que faturou aproximadamente 520 milhões de dólares nas bilheterias.
“É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”, disse.
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