Para onde vai o Senado em 2027
Consultoria Prospectiva prevê que número de candidatos de direita e conservadores deve aumentar 40%
A consultoria Prospectiva divulgou nesta terça, 21, uma previsão sobre a composição do Senado a partir do início do ano que vem.
Nas eleições deste ano, em que brasileiros de vários estados escolherão dois representantes, serão renovados dois terços dos assentos dessa Casa.
Segundo o relatório, o Senado continuará a fazer um movimento gradual para a direita, mas com algumas nuances.
"À direita, é provável que candidatos mais estreitamente associados ao bolsonarismo percam espaço, uma vez que já não contam com o impulso eleitoral de 2018 e 2022 e enfrentam agora um cenário conservador mais fragmentado", diz o texto.
"À esquerda, a máquina política de Lula pode ajudar candidatos de centro-esquerda a obter ganhos modestos, embora insuficientes para alterar significativamente a correlação de forças geral na Câmara."
Pelos cálculos da Prospectiva, candidatos da direita ao Senado lideram as corridas em 15 dos 27 estados.
Bastaria então para a direita vencer sete das demais vagas para conseguir uma maioria simples de 41 senadores.
A esquerda estará numa situação desfavorável.
"Embora o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) liderem atualmente a disputa pela primeira vaga ao Senado em 13 estados, eles contam com apenas oito senadores que buscam a reeleição. Portanto, alcançar a maioria exigiria conquistar 20 das 27 segundas vagas em disputa", escreve a Prospectiva.
A previsão é de que a bancada bolsonarista (PL, Republicanos e Novo) suba de 22 para 31 cadeiras, um aumento de 40%.
A bancada conservadora (União Progressista e Podemos) teria um aumento também de 40%, elevando de 13 para 18 senadores.
Somados, esses dois grupos teriam 49 senadores, ou três quintos do Senado.
A esquerda lulista (PT e PSB) deve cair de 16 para 14 senadores, uma redução de 15%.
"Para a direita alinhada a Bolsonaro, essa configuração fortaleceria sua capacidade de moldar a agenda legislativa, disputar a presidência do Senado e promover pautas institucionalmente sensíveis, incluindo processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal", afirma o documento.
Segundo o diretor de análise política da Prospectiva, Thiago Vidal, apesar de a direita estar muito próxima de conseguir a maioria, persistem algumas dúvidas.
"Os eleitores votarão em dois nomes para o Senado, mas as pesquisas não têm se mostrado muito boas em fazer o prognóstico de para onde vai o segundo voto. Além disso, não sabemos ainda se a direita que chegará será necessariamente comprometida com o bolsonarismo ou se será uma direita mais tradicional", afirma Vidal.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)