Armyinform via Wikimedia CommonsHospital Okhmatdyt, em Kiev, capital da Ucrânia

Para a Rússia, ataque a hospital infantil é “peça publicitária” ucraniana

09.07.24 12:56

Um dia após um ataque russo a um hospital infantil ter matado ao menos 38 pessoas em Kiev, a capital da Ucrânia, o governo de Moscou veio à público negar que tenha sido o autor do bombardeio aos civis.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 9, o porta-voz do Kremlin, Dimitry Peskov, chamou o ataque à instalação pediátrica de “peça publicitária” por parte do governo de Volodymyr Zelensky. Na visão de Vladimir Putin, fotos e vídeos comprovariam que o que atingiu o hospital infantil Okhmatdyt seria, na verdade, um míssil de defesa aérea ucraniano.

A Ucrânia afirma que o hospital foi atingido por um míssil KH-101, de fabricação russa e que foi usado para ataque em diversos locais não só na Ucrânia, como na ofensiva russa na Síria na década passada. “Não h[a dúvidas de que se tratou de um ataque direto”, disse o governo ucraniano após o bombardeio.

Questionado se os russos fariam algum ataque do tipo, Peskov disse que a orientação é de atacar apenas infraestrutura militar e crítica ao governo ucraniano. A desculpa não colou, e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) fará uma reunião de emergência sobre o caso nesta terça-feira.

Ontem à noite, várias horas após o ataque, o governo brasileiro tornou pública uma manifestação dúbia sobre o tema. A nota do Itamaraty não menciona a Rússia como a responsável pelas dezenas de mísseis, que atingiram cinco cidades ucranianas e, além das 38 mortes, deixaram 150 ficaram feridas.

No texto do Itamaraty, tampouco há qualquer condenação ao ditador russo Vladimir Putin. O governo brasileiro apenas “reitera sua condenação a ataques“, sem dizer quem os realizou.

O governo brasileiro condena o bombardeio que atingiu hoje o hospital infantil Ohmatdyt, em Kiev, que resultou em número expressivo de vítimas fatais, incluindo crianças. O governo brasileiro reitera sua condenação a ataques em áreas densamente povoadas, especialmente quando acarretam danos a instalações hospitalares e a outras infraestruturas civis, e expressa sua solidariedade às vítimas e a seus familiares”, afirma a nota oficial.

Leia mais em Crusoé: A diplomacia pró-Rússia do Itamaraty destoa no Ocidente democrático

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