Papa Leão XIV prega a "paz" após críticas de Trump
Presidente americano criticou postura do pontífice em relação à guerra no Irã
O papa Leão XIV pregou a "paz" em meio às "diferenças" durante uma visita à Argélia.
A fala ocorre após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o chamou de “fraco” por suas posições sobre a guerra no Irã.
Leão XIV esteve a cidade de Annaba, onde seguiu os passos de Santo Agostinho e entrou na Grande Mesquita de Argel.
“Embora tenhamos crenças diferentes, formas de culto diferentes e estilos de vida diferentes, podemos viver juntos em paz”, disse.
Trump e Jesus
Além de chamar Leão XIV de "fraco", Trump compartilhou uma imagem feita por Inteligência Artificial na qual aparece vestido como Jesus Cristo, como se cuidasse de um doente e rodeado de cidadãos americanos, jatos, anjos e a Estátua da Liberdade.
"Gosto muito mais do irmão dele, Louis, porque Louis é totalmente apoiador do Trump. Ele entende a situação, e Leão não! Não quero um Papa que ache normal o Irã ter armas nucleares. Não quero um Papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que enviava quantidades enormes de drogas para os Estados Unidos e, pior ainda, esvaziava suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e homicidas, para o nosso país", escreveu na Truth Social.
Na mesma mensagem, reclamou das críticas feitas pelo pontífice à guerra dos Estados Unidos com o Irã.
"Ele fala sobre o 'medo' do governo Trump, mas não menciona o medo que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs sentiram durante a COVID, quando prenderam padres, pastores e todos os outros por realizarem cultos, mesmo ao ar livre, mantendo o distanciamento social de três a seis metros", criticou Trump.
Resposta do Papa
No voo para a Argélia, Leão XIV havia sido questionado pela imprensa sobre as críticas de Trump
"Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho, e lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje", disse o pontífice.
"Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível”, completou, acrescentando que não tem medo do governo Trump.
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