Paes pede "diretas já!" no Rio de Janeiro
Plenário do STF delibera a partir de quarta-feira, 8, como será escolhido o governador para comandar o estado até dezembro
Pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD, foto) pediu nesta terça-feira, 7, "diretas já!" no estado.
Amanhã, o plenário Supremo Tribunal Federal (STF) começa a deliberar sobre a liminar do ministro Cristiano Zanin que suspendeu a eleição indireta para o governador do mandato-tampão até dezembro.
Por enquanto, segue no comando do Rio interinamente o presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Couto de Castro, por determinação de Zanin.
O STF chegou a formar maioria em plenário virtual para para manter a modalidade de eleição indireta e votação secreta no pleito da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para definir o novo governador do estado. Votaram por isso os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin.
Direta ou indireta?
O ministro Alexandre de Moraes abriu divergência, defendendo a realização de eleição direta, e foi acompanhado por Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Ao despachar sua liminar para cancelar a eleição indireta e levar o assunto ao plenário, Zanin argumentou que a análise anterior do Supremo ficou restrita a pontos específicos e não enfrentou diretamente a possibilidade de eleições diretas no caso.
O ministro também citou a renúncia do ex-governador Cláudio Castro como elemento relevante no debate. Para ele, a medida pode ter impacto sobre o modelo de escolha do novo chefe do Executivo estadual.
Castro deixou o cargo um dia antes de ser condenado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o que o deixou inelegível.
Quem assume?
Como o vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado, o presidente da Alerj deveria assumir o governo do Rio, mas Rodrigo Bacellar foi preso por suspeita de relação com o Comando Vermelho.
O deputado estadual Douglas Ruas (PL), pré-candidato bolsonarista ao governo do Rio, chegou a ser eleito assumir a presidência da Alerj, mas a Justiça do Rio anulou a sessão em que ele foi eleito.
Quem questionou judicialmente a eleição foi o PSD de Paes, sob o argumento de que a Alerj deveria aguardar os trâmites da Justiça Eleitoral para exclusão dos votos de Bacellar e definir um novo deputado eleito antes de eleger seu novo presidente.
Ao defender "diretas já" em seu perfil no X, o ex-prefeito compartilhou editorial do jornal O Globo que também defende a participação popular na escolha do governador-tampão.
O principal argumento a favor da eleição direta é o fato de Castro ter sido condenado pelo TSE a mais de seis meses do fim de seu mandato. A cassação, que demandaria a realização de uma nova eleição, só não ocorreu formalmente porque ele renunciou antes.
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