Nicolás Maduro via X

Oposição sofre com prisões e apreensões em início de campanha na Venezuela

05.07.24 16:10

O primeiro dia de campanha eleitoral na Venezuela, nesta quinta-feira, 4, foi marcado por detenções de ao menos 15 pessoas que compareceram a atos eleitorais da oposição. Os números foram compilados por advogados e ativistas no país, que acompanham o desenrolar da campanha para a “eleição”, que ocorrerá no dia 28 e onde o ditador Nicolás Maduro (foto) não dá garantia nenhuma de que aceitará os resultados.

Entre os homens presos com identidades conhecidas, estavam tapeceiros, pedreiros, motoristas de caminhão e encanadores. O levantamento do Laboratorio de Paz mostrou que as detenções ocorreram em estados no interior do país. Além disso, dois caminhões de som ligados à oposição foram apreendidos, enquanto um terceiro sofreu represálias da polícia. Uma rádio foi fechada, e um site de notícias teve seu acesso cortado.

Ao mesmo tempo, como era de se esperar, sites do governo fazem campanha de proselitismo pró-Maduro — o site do Ministério das Finanças do país parece mais uma agência de notícias ligada ao ditador. Além disso, foram registrados o uso de veículos de transporte público para levar correligionários de Maduro a seu comício inaugural, na cidade de Maracaibo, a segunda maior do país.

Nesta quinta, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país apresentou as regras para o ciclo desta “eleição”. Com atuação mais rígida dos órgãos ligados a Maduro, a legislação foi chamada de “inconstitucional” pelo observatório Aceso a Justicia, por não respeitar os direitos a pensamento e expressão, ainda previstos na Constituição do país.

Outro ponto de preocupação é que um órgão de fiscalização do governo poderá monitorar e coordenar ações contra perfis em redes sociais. “É preocupante que, através de uma resolução administrativa, decisão de ramo sub legal, que hierarquicamente está abaixo da Constituição e das leis, queira se regular o exercício das liberdades de expressão e pensamento”, escreveu o observatório.

No cargo desde a morte de seu mentor Hugo Chávez, em 2013, Maduro nunca deu o braço a torcer. Sua ditadura, sanguinária contra opositores, não deixou de encontrar eco na esquerda do Brasil e em Lula, que nunca se esforçou em condenar seu amigo ao norte.

Leia mais em Crusoé: A preocupação do G7 pela Venezuela

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  1. Essa é a "democracia" Venezuelana que a PTralhada tanto admira e, na verdade, inveja, e gostaria de implantar no Brasil. A "tomada" do poder, como diria um certo FDP de iniciais JD. E olha essa foto desse Maduro. Asqueroso. PQP 🤬

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