O que Janja foi fazer no STF?
A primeira-dama foi à Corte acompanhada da produtora cultural Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, e de Mariana Ribeiro, cofundadora do Estúdio Clarice
A primeira-dama Janja (foto) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 3, participar da audiência pública organizada pela Corte sobre os impactos da proibição das apostas esportivas, as bets, no Brasil.
Acompanhada da produtora cultural Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, e de Mariana Ribeiro, cofundadora do Estúdio Clarice, a esposa de Lula (PT) entregou ao ministro Luiz Fux o relatório da pesquisa “Mulheres e Bets, o custo das apostas online para as brasileiras e suas família”.
"Seguiremos unidas, comprovando que, proibir as Bets é proteger a saúde, a renda e a dignidade das famílias brasileiras", afirmou Janja no Instagram.
Pressão do governo Lula
Janja não é a única pessoa ligada ao governo Lula a pressionar o STF sobre o fim das bets.
Mais cedo, o presidente Lula (PT) publicou um vídeo sobre o assunto.
“É importante que a sociedade civil acompanhe, porque me parece que tem mais gente participando que interessa que as bets continuem funcionando do que as pessoas que são contra as bets. É importante que a sociedade civil participe para que haja justiça na decisão”, disse o petista.
“Poucas pessoas querem que as bets continuem, sobretudo aqueles que querem continuar ganhando dinheiro às custas da violência, às custas do sofrimento das pessoas pobres, que na perspectiva de ficar rico jogam aquilo que não têm”, acrescentou.
“A sociedade civil não pode permitir a continuidade das bets, por isso eu conto com vocês”, concluiu.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), classificou a audiência como um “soco no estômago de várias famílias”.
O deputado lulista André Janones, responsável pelo grupo Exército do Lula no WhatsApp, cobrou a ativação dos comentários no YouTube da transmissão da audiência pública.
Lula e as bets
Lula assinou, às vésperas do primeiro turno das eleições, a medida provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets no Brasil.
A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais.
Além da medida provisória, o governo Lula elaborou projeto de lei para tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa, prevendo, por exemplo, reclusão de quatro a seis anos para a exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira.
O governo federal resolveu acabar com as bets depois de ter arrecadado quase 20 bilhões de reais com impostos.
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