Toffoli pediu ingressos da Champions League a Vorcaro, indica mensagem
Solicitação aparece em mensagens divulgadas pelo site MasterWhats e contraria declarações anteriores do magistrado
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli (foto) teria solicitado "ajuda" com ingressos da Champions League para Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O pedido contraria a versão do magistrado, que em fevereiro deste ano afirmou não ter relações de amizade ou ter recebido valores de Vorcaro.
A conversa foi divulgada pelo site MasterWhats nesta terça, 3 de novembro.
Em 30 de abril de 2024, a superintendente de comunicação e marketing do Master, Ana Matos, enviou a seguinte mensagem para Vorcaro: "Min Toffoli pediu ajuda para adquirir convites para a semifinal do jogo da Champions League (Real Madrid vs Bayern), no dia 8 de maio, em Madri. 2 entradas. Ok?".
Apesar de o pedido ocorrer menos de duas semanas antes da partida, Vorcaro respondeu: "Eu consigo. Os ingressos".
Ana Matos respondeu impressionada: "Uau. Ok".
Tayayá
Em fevereiro deste ano, Toffoli publicou uma nota admitindo que integrava o quadro societário da Maridt Participações, uma sociedade anônima de capital fechado que administrava uma fatia do resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná.
A nota dizia que a participação da Maridt no resort Tayaya foi vendida em duas etapas: parte para um fundo chamado Arleen, em 27 de setembro de 2021, e parte para a empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Segundo o gabinete, tudo foi declarado à Receita Federal.
O fundo Arleen era administrado pela Reag e tinha como único cotista Fabiano Zettel, empresário e cunhado de Daniel Vorcaro.
A nota de Toffli destacava que o inquérito sobre o banco Master chegou ao gabinete em novembro do ano passado, quando a Maridt já não tinha mais participação no Tayaya.
O texto também dizia que Toffoli “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.
A investigação sobre o banco Master no STF está atualmente nas mãos do presidente da Corte Edson Fachin.
Leia em Crusoé: Toffolão
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