Michelle Bachelet não merece a ONU
Chilena caiu no conto do Partido Comunista sobre campos de muçulmanos uigures e foi fraca com o ditador e narcotraficante Nicolás Maduro
O presidente chileno, Gabriel Boric, lançou a candidatura de Michelle Bachelet (na foto, com Janja) para o cargo de secretária-geral da ONU, com apoio dos governos de Brasil e do México.
É muito mais uma tentativa da esquerda de tentar alguma relevância mundial, em um momento em que a direita vai vencendo eleições seguidas na América Latina.
Bachelet teve uma atuação pífia como alta-comissária da ONU para os direitos humanos, cargo que ocupou entre 2018 e 2022.
Uigures
Bachelet foi omissa em relação aos campos de trabalho forçado de muçulmanos uigures na China.
Quando a chilena visitou o país asiático, ela limitou-se a perambular apenas pelos lugares previamente aprovados pela ditadura do Partido Comunista chinês.
Ela não citou a existência dos campos de prisioneiros uigures e não iniciou uma investigação. Também recusou-se a encontrar com grupos de uigures e outras minorias.
Ao falar dos campos de trabalho forçado, em que os chineses sofrem lavagem cerebral e são separados forçadamente de suas famílias, Bachelet ainda usou a expressão do Partido Comunista: "campos de reeducação".
Leia em Crusoé: "Bachelet repete a propaganda do Partido Comunista chinês", diz pesquisador
Maduro
Bachelet também foi fraca em condenar as torturas da ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela.
Em uma das raras vezes em que se manifestou sobre a Venezuela, ela reclamou das sanções americanas, como se os Estados Unidos fossem culpados pela situação.
Acabou levando um pito público do uruguaio Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, OEA.
"Se é para falar do efeito das sanções sobre o povo venezuelano, então a sanção mais forte que o povo venezuelano teve foi a corrupção do sistema madurista e o Alto Comissariado de Direitos Humanos deve se referir a este ponto", disse Almagro.
Propaganda política
Quando ainda era alta-comissária de direitos humanos ainda em 2021, Bachelet usou de seu cargo e projeção internacional para apoiar Gabriel Boric, quando ele ainda era candidato à Presidência.
Ela chegou a gravar um vídeo apoiando Boric, que em retribuição acaba de indicá-la para a secretaria-geral da ONU.
Lula
Sem ter muita coisa a dizer sobre a capacidade de Bachelet, o presidente Lula focou no fato de ela ser mulher para justificar o apoio brasileiro.
"É hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher", afirmou o petista.
"Foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade", disse Lula.
A melhor coisa que José Antonio Kast pode fazer depois de tomar posse em março é anular a candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU.
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Comentários (1)
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2026-02-03 10:56:45E DESDE QUANDO UMA COMUNISTA VAI DEFENDER DIREITOS HUMANOS E DEMOCRACIA???? NUNCA.