Mais um lulista com dificuldade para se reeleger
Líder do governo Lula no Congresso Nacional, Randolfe é outro governista que lidera rejeição na corrida pelo Senado no próprio estado
Pesquisa do instituto Paraná divulgada nesta segunda-feira, 15, indica que o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP, foto) terá muita dificuldade para conseguir permanecer no Senado a partir do próximo ano.
Líder do governo Lula no Congresso Nacional, Randolfe aparece apenas em terceiro lugar no levantamento sobre a corrida no Amapá, liderada por Rayssa Furlan (Podemos), ex-primeira-dama de Macapá, com 61,5% das intenções de voto.
Em segundo lugar aparece o senador Lucas Barreto (PSD-AP), com 46,9%. A pesquisa leva em conta os dois votos que o eleitor terá para dar nesta eleição. Randolfe aparece apenas em terceiro lugar, com 40,4% das intenções de voto.
O deputado federal Acácio Favacho (MDB-AP) marca 16,6% e só aparece à frente do vice-governador do Amapá, Teles Júnior (PDT), que tem 9,5%.
Em um segundo cenário testado, sem a presença de Favacho, as perspectivas não se alteram: Rayssa tem 64,3%, Barreto marca 51,1%, e Randolfe, 42,7%.
Rejeitado
O líder do governo Lula é o mais rejeitado da corrida eleitoral do Amapá, aliás, por 33,6% do eleitorado, seguido por Favacho (22,8%), Teles (15,7%), Barreto (13,7%) e Rayssa (12,8%).
Curiosamente, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-RS), que foi ministra de Relações Institucionais do governo Lula, também é a mais rejeitada na corrida pelo Senado no Rio Grande do Sul e deve ter dificuldades para se eleger.
Sentindo o risco da derrota, Randolfe chegou a apresentar em dezembro de 2024 uma proposta para mudar a forma como se vota para senador nas eleições nas quais dois terços do Senado são trocados, mas retirou a proposta após a repercussão ruim.
Governo
A disputa pelo governo do Amapá segue liderada com folga por Dr. Furlan (PSD), que renunciou ao cargo de prefeito de Macapá após ser afastado do cargo. Ele tem 64,3% das intenções de voto e seria eleito no primeiro turno.
Furlan foi um dos alvos da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada em março para apurar um possível esquema de fraude a licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria de Saúde de Macapá.
O caso não parece abalar o prestígio do ex-prefeito, pois o governador Clécio Luis (União) marca apenas 26,1% na disputa, apesar de a avaliação sobre seu governo não estar tão mal.
Sua gestão é aprovada por 54,1% dos eleitores e reprovada por 43,4%.
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