Israel promete aprofundar "erosão do regime" iraniano
Chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, diz que operação com os EUA já trouxe resultados e promete intensificar a pressão
O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, afirmou nesta terça, 7, que a campanha coordenada com os Estados Unidos se aproxima de uma fase decisiva.
"Estamos nos aproximando de um momento estratégico crucial na operação conjunta contra o Irã", disse.
Zamir acrescentou que, até o momento, as forças envolvidas já alcançaram resultados significativos em relação aos objetivos traçados no início do conflito.
O militar prometeu que Israel continuará agindo com "determinação" e que aprofundará "a erosão do regime".
Civilização
Nesta terça, 7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "uma civilização inteira morrerá esta noite".
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer. Quem sabe? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social.
Martírio
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, escreveu nas redes sociais que os iranianos estão dispostos ao martírio diante das ameaças de Trump.
"Mais de 14 milhões de iranianos corajosos já declararam estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também já sacrifiquei, sacrifico e sacrificarei minha vida pelo Irã", escreveu o presidente.
Uma das ideias centrais do islamismo xiita é a do martírio, com a noção de que vale a pena uma pessoa morrer lutando por uma causa religiosa.
Na Guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988, a teocracia enviou dezenas de milhares de crianças para o front, para conter os invasores iraquianos comandados pelo ditador Saddam Hussein.
De acordo com a organização Human Rights Watch, os iranianos estão recrutando crianças a partir de 12 anos para lutar na guerra contra os Estados Unidos.
"A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) está conduzindo uma campanha para recrutar crianças a partir de 12 anos para se tornarem 'combatentes defensores da pátria'", diz a Human Rights Watch.
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