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Guerra no Irã esvazia tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz

Relatório da Kpler indica redução de 90% na circulação de navios-tranque, enquanto o regime diz ter bloqueado toda a rota

Crusoe
Redação Crusoé
2 minutos de leitura 04.03.2026 15:12 comentários 0
Guerra no Irã esvazia tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz. Google Maps.
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O tráfego de navios-tanque no Estreito de Ormuz caiu 90% desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O dado foi divulgado pela empresa de inteligência de mercado Kpler.

Teerã afirma ter bloqueado completamente a passagem na rota, responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo bruto.

“Ao contrário de vários outros segmentos de embarcações onde os movimentos praticamente cessaram , alguns petroleiros ainda estão viajando de leste a oeste pelo estreito, e várias viagens estão sendo feitas", afirma Matt Wright, analista sênior da Kpler.

EUA

O perfil do Centro de Comando dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou na segunda, 2, ter destruído os onze navios iranianos atracados no Golfo de Omã.

Segundo o comando, a ação marca o fim do “assédio” e dos “ataques” do regime iraniano contra a navegação internacional na região.

"Há dois dias, o regime iraniano tinha 11 navios no Golfo de Omã; hoje, não tem NENHUM. O regime iraniano tem assediado e atacado a navegação internacional no Golfo de Omã há décadas. Esses dias acabaram. A liberdade de navegação marítima tem sido a base da prosperidade econômica americana e global por mais de 80 anos. As forças americanas continuarão a defendê-la”, diz a publicação.

Na terça, 3, o presidente americano, Donald Trump, garantiu que a Marinha dos Estados Unidos estava pronta para escoltar os petroleiros pela rota marítima.

Golfo de Omã

O Golfo de Omã é uma das áreas mais estratégicas por conectar o Oceano Índico ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

É considerada uma “porta de entrada” para uma das principais rotas energéticas do mundo.

Qualquer ataque à região pode influenciar no preço do petróleo.

Por isso, o golfo é monitorado de perto pelos Estados Unidos.

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