Adriano Machado/CRUSOE

Guedes defende transformar o Rio em Cancún: ‘Deixa cada um se foder do jeito que quiser’

22.05.20 18:45

O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi questionado pela ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, ao defender a abertura do Brasil para “milhões” do turismo estrangeiro, durante a reunião ministerial do dia 22 de abril. A gravação foi liberada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, no inquérito que investiga a tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

“Tem problema nenhum. São bilionários, são milionários. Executivo do mundo inteiro. O cara vem, é… fazem convenções … olha, a … o … o turismo saiu de cinco milhões em Cingapura pra trinta milhões por ano. O Brasil recebe seis. Uma pequena cidade recebe es … trinta milhões de turistas”, afirmou o ministro.

Guedes ainda prosseguiu: “O sonho do presidente de transformar o Rio de Janeiro em Cancún lá, Angra dos Reis em Cancún . Aquilo ali pode virar Cancún rápido. Entendeu? A mesma coisa aí Es … é, Espanha. Espanha recebe trinta, quarenta milhões de tmistas. Isso aí é uma cidade da Ásia. Macau recebe vinte e seis milhões hoje na … na China”.

“Só por causa desse negócio. É um centro de negócios. É só maior de idade. O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem, – ele deixa aquilo lá, bebe, sai feliz da vida. Aquilo ali num … atrapalha ninguém”, disse.

Durante a fala, Damares demonstrou preocupação ao ministro sobre a abertura para o turismo. Ele respondeu: “Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder. Ô Damares. Damares. Damares. Deixa cada um … Damares. Damares. O presidente, o presidente fala em liberdade. Deixa cada um se foder do jeito que quiser. Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário. Deixa o cara se foder, pô! Não tem … lá não entra nenhum, lá não entra nenhum brasileirinho”.

“Não entra nenhum brasileirinho desprotegido. Entendeu?”, disse Guedes a Damares.

A ministra ainda responde, demonstrando preocupação: “se a CGU concordar. Se a CGU tiver como controlar a entrada e a saída
do dinheiro”.

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