Reprodução/Twitter

Ex de Wassef tenta anular ação em que é acusada de corrupção

11.04.21 10:24

A empresária Cristina Boner (foto), ex-mulher do advogado Frederick Wassef, entrou com um recurso na Justiça do Distrito Federal para tentar trancar a ação penal na qual é acusada de corrupção no escândalo do mensalão do DEM em Brasília. O habeas corpus usa como argumento de defesa uma absolvição conquistada na esfera cível, no ano passado, por um escritório de advocacia que, agora, acusa a empresária de calote.

A denúncia contra Cristina e vários outros réus foi feita em 2012 pelo Ministério Público do DF, com base no esquema de corrupção descoberto três anos antes na Operação Caixa de Pandora, aquela que prendeu e condenou o ex-governador José Roberto Arruda, marido de Flávia Arruda, atual ministra da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro.

Nos dois casos, tanto na esfera cível quanto na criminal, Cristina é acusada de pagar 1 milhão de reais em propina ao ex-governador José Roberto Arruda em troca de contratos de informática com o governo local. Ela foi uma das citadas pelo delator Durval Barbosa, que gravou em vídeo as entregas de dinheiro feitas no esquema do Distrito Federal.

Em junho do ano passado, a ex-mulher de Wassef conseguiu reverter uma condenação por improbidade administrativa na primeira instância, por falta de provas. O Ministério Público do DF não recorreu da absolvição da empresária. Já a ação penal contra ela, Arruda e outros réus do mensalão do DEM está em fase de alegações finais, próxima de receber sentença.

O recurso que garantiu a absolvição de Cristina na esfera cível e cuja decisão está sendo usada para tentar anular a ação de corrupção foi feito pelo escritório do advogado Jackson Di Domenico. No fim de março, ele conseguiu uma decisão judicial obrigando a ex de Wassef a pagar 1,4 milhão de reais em “honorários de êxito” que ele deveria ter pago após a sentença favorável, há dez meses.

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  1. Pois deveria ser, em acréscimo, acusada de ""assassinato qualificado da estética e do bom gosto"", envolvendo-se com aquele hooooorroroooooso bagulho moral e físico!!!!  🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮

  2. No Brasil, todos os negócios de governo têm corrupção. E tem inocente que defende maior participação estatal na economia.

    1. Jaime, há indivíduos que defendem a expansão da ação estatal não por desonestidade, mas por incapacidade intelectual. É nesse sentido o uso da palavra inocente. Então, a palavra foi usada como ironia.

    2. "Inocente" não é bem a palavra. Eu avisei - e provei - a amigos e colegas de trabalho o motivo de Haddad não ser uma boa indicação pra Presidência da República. O q eu ouvi como resposta aos argumentos? Coisas do tipo: "Quem se interessa por Haddad responder a 32 acusações? Se for eleito Presidente, as acusações deixarão de existir...por outro lado, Bolsonaro quer privatizar tudo, inclusive NOSSA estatal..." Então, amigo, a palavra "inocente" não se aplica a esse povo.

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