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EUA sancionam colonos judeus na Cisjordânia

A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, a imposição de sanções financeiras a quatro colonos judeus acusados de ameaçar a "paz, segurança e estabilidade" na Cisjordânia. Segundo o presidente americano, Joe Biden (foto), as ações sancionadas envolvem intimidação de civis para que deixem suas casas, destruição e tomada de propriedades, e participação em...

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Redação Crusoé
3 minutos de leitura 01.02.2024 16:32 comentários 0
EUA sancionam colonos judeus na Cisjordânia
Adam Schultz / White House via Flickr
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A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, a imposição de sanções financeiras a quatro colonos judeus acusados de ameaçar a "paz, segurança e estabilidade" na Cisjordânia.

Segundo o presidente americano, Joe Biden (foto), as ações sancionadas envolvem intimidação de civis para que deixem suas casas, destruição e tomada de propriedades, e participação em atividades terroristas na Cisjordânia.

A região, ao leste do rio Jordão, é controlada pela Autoridade Palestina.

“Estas ações prejudicam os objetivos da política externa dos Estados Unidos, incluindo a viabilidade de uma solução de dois Estados e a garantia de que israelitas e palestinianos possam alcançar medidas iguais de segurança, prosperidade e liberdade”, disse Biden.

“Também minam a segurança de Israel e têm o potencial de levar a uma desestabilização regional mais ampla em todo o Médio Oriente, ameaçando o pessoal e os interesses dos Estados Unidos”, acrescentou.

Pressão sobre Biden

A medida adotada pelos EUA é um reflexo da crescente pressão política que o presidente Joe Biden vem sofrendo do eleitorado jovem e mais à esquerda em relação sua postura de apoio à Israel em meio ao conflito recente em Gaza.

Inicialmente, Biden afirmou que os Estados Unidos estavam "100%" ao lado de Tel Aviv, entretanto, a pressão pela base democrata em pleno ano eleitoral o fez recuar.

A gestão Biden tem sido alvo constante de protestos que pedem o fim do apoio americano a Israel.

O embate em relação à questão palestina tem peso particular entre o eleitorado jovem e a população afro-americana, considerados grupos chave para que os democratas possam vencer as eleições contra Donald Trump em novembro de 2023.

Ligações entre ONU e Hamas em Gaza

O jornal americano Wall Street Journal publicou nesta segunda, 29 de janeiro, uma reportagem baseada em um relatório de inteligência israelense afirmando que cerca de 10% dos funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) têm conexões com terroristas do Hamas ou da Jihad Islâmica.

Considerando que a UNRWA tem 12 mil funcionários na Faixa de Gaza (foto), então pode-se concluir que 1.200 empregados da agência têm alguma relação com o terror.

Quando se consideram apenas os funcionários homens, a porcentagem de pessoas com alguma conexão com o terrorismo é ainda maior: 23%.

Essa porcentagem de 23% na UNRWA é maior do que a encontrada entre o total da população masculina na Faixa de Gaza, que é de 15%.

Em outras palavras, a agência da ONU concentra uma quantidade maior de pessoas com conexão ao terror do que no restante da população da Faixa de Gaza.

Quase metade de todos os funcionários da UNRWA, cerca de 49%, têm relação de parentesco próxima com algum membro do Hamas ou de outros grupos terroristas.

As informações foram obtidas a partir da análise de trocas de mensagens de celular, interrogatórios de terroristas capturados e documentos obtidos com terroristas mortos.

O documento obtido pelos jornalistas também informa que "pelo menos" doze funcionários da UNRWA têm alguma relação com o atentado terrorista do dia 7 de outubro, em que terroristas do Hamas invadiram Israel e mataram 1.200 pessoas. A descoberta da participação de funcionários da UNRWA no atentado levou diversos países a cancelar a ajuda financeira à agência. Também se sabe que vários deles comemoraram os assassinatos de israelenses.

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