Vinte e quatro seleções vão disputar o Mundial Feminino Sub-20, que a Polônia recebe a partir de 5 de setembro, mas o torneio carrega um peso que vai além do resultado em campo. A competição pode se tornar o primeiro teste de força entre Gianni Infantino e a UEFA.
O motivo disso é que, mesmo com o recuo de Infantino em relação ao plano de vender participação nos ativos comerciais da Copa do Mundo, e mesmo após o pedido de desculpas do dirigente, as 55 federações filiadas à UEFA decidiram manter a posição de não participar de eventos organizados pela FIFA.
Isso coloca em xeque a presença de seleções como França, Itália, Inglaterra, Portugal e Espanha no torneio da Polônia, com o Brasil entre as equipes já confirmadas.
Reação ao plano original
A crise começou depois que Infantino apresentou a proposta de criar a subsidiária FIFA Forward Enterprise (FFE) para administrar ativos comerciais de torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. A expectativa era arrecadar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) com a venda de participação a investidores privados.
A UEFA foi a primeira a reagir, chegando a cogitar processar a FIFA por considerar que os direitos estariam sendo negociados abaixo do valor real de mercado. A Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e a AFA (Ásia) seguiram o mesmo caminho, e a pressão conjunta levou Infantino a abandonar o projeto poucos dias depois de anunciá-lo.
No entanto, apesar da força da UEFA, a oposição a Infantino não é unânime dentro da FIFA. A Conmebol (América Latina) mantém apoio público ao dirigente, posição reforçada em diferentes ocasiões pelo presidente da entidade sul-americana, Alejandro Domínguez.
A Confederação Africana de Futebol também segue na mesma linha, assim como federações de países árabes ligados ao Catar e à Arábia Saudita.








