EUA mobilizaram 200 militares em resgate de piloto no Irã, diz Trump
Ação envolveu 155 aeronaves, troca de tiros e estratégia de despiste para confundir forças iranianas
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda, 6, que a operação de resgate do piloto desaparecido no Irã mobilizou cerca de 200 militares.
Na quinta-feira, 2, a aeronave em que o piloto estava foi atingida por forças iranianas, levando à ejeção do tripulante em território hostil.
Segundo ele, a operação envolveu 155 aeronaves — incluindo quatro bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque de reabastecimento e 13 aeronaves de resgate — e houve troca de tiros com combatentes iranianos durante as buscas.
Trump afirmou que grande parte da mobilização teve caráter estratégico de despiste, com o objetivo de confundir as forças iranianas que também procuravam o piloto.
"Queríamos que eles pensassem que ele estava em um local diferente, porque havia uma vasta força militar lá, milhares e milhares de pessoas procurando. Então estávamos levando-os para todos os lados, e muito disso foi subterfúgio", disse.
O piloto foi resgatado no domingo, 5, e encontra-se em estado grave.
Ele permaneceu abrigado em uma caverna, em uma área montanhosa próxima ao local onde aterrissou de paraquedas.
"Ele escalou paredões rochosos, sangrando profusamente, tratou os próprios ferimentos e contatou as forças americanas para transmitir sua localização", disse Trump.
Irã "eliminado"?
Em coletiva de imprensa, Trump afirmou que o Irã poderia ser “eliminado” em uma noite.
Trump ameaçou causar um “inferno” em Teerã caso o país não aceite um acordo até terça-feira, 7, para reabrir o Estreito de Ormuz.
"O país [Irã] inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite”, disse.
Cessar-fogo rejeitado
Mais cedo, Trump classificou a proposta de cessar-fogo apresentada pelos países que tentam mediar o conflito como um “passo significativo”, mas “insuficiente”.
“Eles fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Não é o ideal, mas é um passo muito significativo”, disse Trump a repórteres.
“Eles deram um passo muito significativo, estão negociando agora. Vamos ver o que acontece”, acrescentou.
O Irã também rejeitou a proposta.
Segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA, Teerã fez uma contraproposta de 10 cláusulas, exigindo um fim permanente à guerra, “em consonância com as considerações do Irã”.
O Irã também exige o fim das hostilidades regionais, o estabelecimento de um protocolo para passagem segura por Ormuz.
O prazo de Trump
Em entrevista ao Wall Street Journal, Trump afirmou que o Irã tem até terça-feira à noite para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentará ataques à sua infraestrutura.
“Se eles não fizerem algo até terça-feira à noite, não terão nenhuma usina de energia e nenhuma ponte de pé”, disse. O republicano já havia dado um ultimato de 48 horas no sábado.
Em publicações nas redes sociais, o presidente voltou a usar tom agressivo ao pressionar Teerã. Ele escreveu:
“Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo de uma vez só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p* do estreito, seus loucos bastardos, ou vocês vão viver o inferno — aguardem! Louvado seja Alá”.
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