Libélulas são animais associados a diversas crenças, com diferentes significados espirituais e presságios interpretados com a presença do animal. No entanto,a própria ciência também aponta que a presença do inseto em corpos d’água pode ser um sinal positivo sobre o ambiente.
O que a ciência diz?
De acordo com especialistas, as libélulas não reagem aos humanos quando estão voando próximo a alguém em um corpo d’água. Os insetos estariam reagindo ao ambiente, pois seu habitat natural são rios, lagos e outros corpos d’água doce.
Biólogos destacam que as libélulas passam a maior parte de suas vidas dentro d’água, em suas primeiras fases de desenvolvimento como larvas e ninfas, enquanto o inseto voador que conhecemos é apenas uma pequena parte do ciclo de vida da libélula, a fase adulta.
Considerando isso, as libélulas são altamente seletivas com os lugares onde colocam seus ovos, precisam de locais com pouca poluição e boa circulação de água. Logo, ver libelular interessadas em um rio ou lago significa que aquele local é equilibrado ecologicamente falando.
Ciclo da libélula
Segundo estudos de biologia publicados pela British Dragonfly Society (Sociedade Britânica das Libélulas), o inseto vive em média de quatro a sete anos, a depender da raça, e cerca de 90% desse tempo é dentro d’água.
Após chocar de um ovo submerso, a ninfa do inseto vive por cerca de um a três anos nessa forma, podendo demorar cinco a sete anos a depender do frio e da altitude. Nesse estágio, a larva vive submersa, sem poder respirar ar, e caça outros insetos ou criaturas menores na água. A ninfa passa por nove a 17 trocas de pele até completar o estágio larval.
Após esse tempo, a larva faz uma última metamorfose e entra na fase adulta, a libélula característica e alada que conhecemos. Nessa fase ela deixa de respirar de baixo d’água e passa a respirar ar. Nessa fase, o animal só tem alguns meses de vida, com algumas raças raramente chegando aos dois anos.
Na fase alada os insetos priorizam se reproduzir, procurar novos rios e riachos e depositar seus ovos para dar luz a uma nova geração de libélulas.




