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Ernesto Araújo terá que explicar atuação de Filipe Martins

17.05.21 16:40

Além das trapalhadas nas relações diplomáticas com a China, que comprometeram o cronograma de entrega de vacinas e de ingredientes farmacêuticos, senadores da CPI da Covid vão arguir o ex-ministro Ernesto Araújo sobre o papel do assessor internacional Filipe Martins no combate à pandemia. O ex-chanceler prestará depoimento nesta terça-feira, 18.

O olavista entrou na mira da comissão parlamentar de inquérito depois que o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, revelou que Martins e Carlos Bolsonaro participaram de uma reunião no Palácio do Planalto para negociar a compra de imunizantes do laboratório americano.

Há dois requerimentos para a convocação do próprio Filipe Martins, mas eles ainda não foram aprovados. Enquanto o assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro não presta depoimento, Ernesto será pressionado para que revele a real influência do amigo de Eduardo Bolsonaro na definição das políticas de relações internacionais do governo.

Martins tem motivos de sobra para se preocupar com a CPI, que quer desvendar seu papel de articulação no chamado “gabinete paralelo”. O assessor virou persona non grata no Senado Federal há dois meses, quando fez gestos apontados como racistas. Alguns senadores que hoje integram a comissão discursaram duramente contra o ato de Filipe Martins. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, pediu para que o assessor internacional fosse retirado e autuado pela Polícia Legislativa.

Otto Alencar, do PSD, disse à época que “deixar Filipe Martins no cargo é uma afronta grave ao Senado”. “No caso do Executivo Federal, um louco a mais ou a menos pouca diferença faz, tal a quantidade de aloprados existentes nesse hospício”, acrescentou Alencar.

Humberto Costa, do PT, acusou o “Sorocabannon”, como Filipe é conhecido em Brasília por ser natural de Sorocaba e declaradamente entusiasta de Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, de fazer um gesto “supremacista branco no Senado” e defendeu que Martins fosse “rigorosamente punido”. Bolsonaro manteve o olavista no cargo, mas ele acabou indiciado pela Polícia Legislativa, que enviou a apuração para o Ministério Público.

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  1. É impossível alguém defender o Bolsonaro. Bolsonaro é um estúpido lunático, cercado de estúpidos lunáticos. Ernesto Araújo, Filipe Martins, Carluxo... Analisem a qualidade intelectual dessa corja. A equipe econômica, capitaneada por Guedes, também teve reuniões com às farmacêuticas, para a compra das vacinas. Até Paulo Guedes, um garoto de Chicago, hoje se constata, que sua escolha ñ foi pelo currículo, e sim por ser um imbecil incompetente, capacho e desavergonhado, como todos os bozistas.

    1. É tanto furo e tanto remendo que tá todo mundo vendo. Bolsonaro consegue escolher sempre o pior entre os piores. É para acabar!

    2. Beleza, mas... Nao seja econômico amigo: Continue baixando a lenha nestes, canalhas; corruptos; covardes; crápulas; criminosos; cúmplices do SARS-Cov-19 e etc (apenas usando parcialmente a letra “c”). Além de apátridas ( e mais etc no “a”; etc, etc, etc,

    3. Kkkkkkk impossível não concordar com seu comentário, hilário mas real.

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