Adriano Machado/Crusoé

CPI acionará PGR e TCU para que governo suspenda contratos com garantias do FIB Bank

14.09.21 13:36

A CPI da Covid decidiu nesta terça-feira, 14, acionar a Procuradoria-Geral da República para que sejam tomadas providências para a suspensão de todos os contratos firmados entre o governo federal e diversas empresas com base em garantias emitidas pelo FIB Bank.

A comissão ainda chancelou um pedido para que o Tribunal de Contas da União realize uma rigorosa” auditoria nos acertos da União que tenham o FIB Bank como instituição garantidora.

O requerimento foi aprovado durante o depoimento de Marcos Tolentino (foto), amigo de Ricardo Barros e apontado como sócio oculto da empresa. A CPI convocou o advogado a depor porque o FIB Bank apresentou uma carta-fiança de 80 milhões de reais para a Precisa Medicamentos fechar a venda para o Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da Covaxin, produzida pelo laboratório indiano, mesmo sem ter condições de arcar com esse valor.

A partir de uma sugestão do petista Humberto Costa, senadores decidiram contatar a PGR e o TCU depois de observarem que, apesar de a CPI ter destrinchado a participação do FIB Bank em negócios irregulares, o governo Jair Bolsonaro continua aceitando garantias da afiançadora.

A emedebista Simone Tebet, por exemplo, relatou que o Ministério da Economia recebeu uma carta-fiança de 23 milhões de reais do FIB Bank em um contrato firmado com a Benetti Prestadora de Serviços, ligada a Marcos Tolentino, em 21 de junho de 2021.

O governo federal, mesmo avisado pela CPI, aceita uma carta fiduciária de um banco que não é banco, cujos sócios estão sendo ouvidos aqui, num valor que ele não tem condições de honrar. Quem é que vai pagar se a Benetti não cumprir o contrato?“, indagou.

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  1. Um banco que não é banco? É uma instituição da “direita”para o uso das Rachadinhas? Vergonhoso e imoral.Estamos na Era da FAMILICIA…

  2. a pergunta não deveria ser o contrário? a garantidora só paga se o governo não pagar... se ela também não pagar o problema e do credor.

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