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Como Israel pode atacar o Irã (e por que ainda não fez isso)

Após o ataque iraniano com 170 drones, 120 mísseis balísticos e 30 mísseis de cruzeiro, no sábado, 13, Israel ainda iniciou uma ação militar para revidar a ofensiva direta. Por mais de vinte anos, Israel tem se preparado para uma ação militar contra as instalações nucleares do Irã. Os israelenses sabem muito bem que serão...

Crusoe
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 15.04.2024 11:24 comentários 2
Como Israel pode atacar o Irã (e por que ainda não fez isso)
Netanyahu bomba airaniana ONU
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Após o ataque iraniano com 170 drones, 120 mísseis balísticos e 30 mísseis de cruzeiro, no sábado, 13, Israel ainda iniciou uma ação militar para revidar a ofensiva direta.

Por mais de vinte anos, Israel tem se preparado para uma ação militar contra as instalações nucleares do Irã. Os israelenses sabem muito bem que serão o primeiro alvo da bomba atômica iraniana, quando ela estiver concluída. Em 2005, o então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirmou que Israel deveria ser riscado do mapa. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já falou diversas vezes na ONU sobre o perigo da bomba nuclear iraniana (foto).

A demora de Israel em deflagrar um ataque tem suas explicações.

Um ataque contra o Irã tem várias limitações. Caso Israel realize uma ação sozinho, o efeito não será muito grande. O programa nuclear iraniano poderá seguir adiante, mesmo com alguns contratempos. Contudo, se Israel tiver o apoio dos americanos, o impacto poderá ser muito maior, podendo gerar até mesmo uma mudança de regime.

 

Como seria um ataque israelense ao Irã?

A distância entre Israel e o Irã é de aproximadamente 2 mil quilômetros, maior que a de São Paulo a Salvador.

Os caças israelenses só conseguem percorrer essa distância e voltar se forem reabastecidos em pleno ar.

Israel tem cerca de dez aviões-tanque adaptados que podem fazer esse trabalho, mas isso reduz muito as opções de Israel.

O que também dificulta uma ação é que as instalações nucleares iranianas são múltiplas e estão espalhadas pelo país. Algumas estão ao norte, perto da cidade de Qom. Outras, ao sul.

Outro ponto a ser observado é que as de Natanz, que fica perto de Teerã, e de Fordo são subterrâneas. Elas foram construídas abaixo da superfície justamente para não serem destruídas em um ataque aéreo.

 

Bomba anti-bunker

Israel conta com uma bomba especial, desenvolvida pelos americanos, a GBU-28, conhecida como "anti-bunkers" ou "Garganta Profunda". Guiada por laser, ela tem uma ogiva capaz de penetrar no solo antes de ser detonada.

Mas essas bombas anti-bunker nunca foram testadas no Irã.

Outro detalhe é que, como são pesadas, elas devem ser levadas por um único caça, o F15, o qual também deve ser bem protegido em seu trajeto.

Outros caças poderiam alvejar as entradas dos túneis e as instalações de energia, impedindo, ao menos temporariamente, o funcionamento das centrífugas de urânio (um dos possíveis recheios da bomba nuclear).

É um ataque difícil, de custo alto e de muito risco, que não necessariamente seria capaz de acabar com o projeto nuclear iraniano. O mais provável é que haveria apenas um adiamento.

 

Entrada dos Estados Unidos

O impacto seria muito maior se os americanos entrassem com Israel na ofensiva. Com porta-aviões e submarinos, os americanos seriam capazes de causar um estrago muito maior nas instalações nucleares do Irã.

Faz sentido, portanto, que Israel tente negociar a participação dos americanos em um ataque ao Irã.

Há ainda um fator político nessa história.

O democrata Biden está recalcitrante em apoiar uma ação israelense, mas os Estados Unidos terão eleições presidenciais em novembro. Caso Donald Trump seja o vencedor, Israel poderá ter o apoio que tanto gostaria.

Depois do ataque iraniano deste sábado, Trump republicou uma mensagem com letras maiúsculas que ele tinha escrito em 2018, em que ameaçava o presidente do Irã, Hassan Rouhani, e dizia que os EUA não aceitariam “palavras dementes de violência e morte”.

“Ao presidente iraniano Rouhani: NUNCA, NUNCA AMEAÇE OS ESTADOS UNIDOS NOVAMENTE OU SOFRERÁ AS CONSEQUÊNCIAS COMO POUCOS AO LONGO DA HISTÓRIA SOFRERAM ANTES. NÃO SOMOS MAIS UM PAÍS QUE APRESENTARÁ SUAS PALAVRAS DEMENTES DE VIOLÊNCIA E MORTE. TENHA CUIDADO!" diz a mensagem de 2018.

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Comentários (2)

Odete6

2024-04-16 08:42:18

Retaliação mega inteligente de ISRAEL: solicitou a 32 países aliados e amigos, rígidas sanções contra o irã!!! Com certeza comerciais e científicas entre outras. Aí, sem bombas, sem mortes diretas, sem devastação e sem exibicionismo!!!


ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES

2024-04-15 19:26:53

Atacar o Irã só terá sentido se for para eliminar o regime dos ayatolahs.


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Comentários (2)

Odete6

2024-04-16 08:42:18

Retaliação mega inteligente de ISRAEL: solicitou a 32 países aliados e amigos, rígidas sanções contra o irã!!! Com certeza comerciais e científicas entre outras. Aí, sem bombas, sem mortes diretas, sem devastação e sem exibicionismo!!!


ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES

2024-04-15 19:26:53

Atacar o Irã só terá sentido se for para eliminar o regime dos ayatolahs.



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