Carlos Viana aciona PF e PGR para saber onde está Lulinha
Parlamentar também segue buscando assinaturas para requerimento de criação de uma CPMI sobre o filho do presidente Lula
O ex-presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, disse nesta sexta-feira, 21, que acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) hoje para saber oficialmente onde está o empresário Fábio Luís Lula da Silva - o Lulinha -, filho do presidente Lula (PT).
O parlamentar quer saber ainda se Lulinha está à disposição das investigações.
"Se estiver no exterior e houver necessidade, pedi que sejam avaliados todos os mecanismos de cooperação internacional cabíveis, inclusive os canais da INTERPOL. Quero uma resposta simples: Se a PF precisar ouvi-lo amanhã, sabe onde encontrá-lo? CPMI DO LULINHA JÁ!", acrescentou o parlamentar, em publicação no X.
O senador vem buscando assinaturas para um requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Lulinha, que alvo de três inquéritos da Polícia Federal por suposto tráfico de influência.
"O requerimento é de minha autoria. Segundo a Polícia Federal, Lulinha é investigado por suspeita de tráfico de influência: Tentativa de beneficiar a empresa do Careca do INSS em contratos de cannabis medicinal com o Ministério da Saúde; Articulações envolvendo a lobista Roberta Luchsinger; Possível favorecimento de empresas em contratos com a Dataprev. Três inquéritos. Mensagens. Depoimentos", pontuou o parlamentar em outra publicação no X hoje.
"Filho de presidente não está acima da lei. Quem não tem medo da verdade, assina!".
Ainda de acordo com Viana, na Câmara dos Deputados, congressistas do PL, MDB, Novo, PP, União Brasil, PSD, Podemos e PSDB já assinaram o requerimento de criação da CPMI.
No Senado, já há assinaturas de parlamentares do PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos. Para que o requerimento possa ser protocolado, são necessárias pelo menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.
Apuração de vazamentos
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quinta-feira, 20, que a Polícia Federal apure o vazamento de informações sobre as investigações envolvendo Lulinha.
Na decisão, o magistrado listou uma série de reportagens que expuseram detalhes dos inquéritos, que estão sob sigilo, e disse que peritos e investigadores tem o dever de preservar o sigilo das informações acessadas.
“O procedimento apuratório acima referido parte de hipótese investigativa centrada na eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, afirmou.
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