Brasileiro do "iate das selfies" não se elege
Ativista Thiago Ávila foi candidato da Rede Sustentabilidade à Câmara dos Deputados
O ativista brasileiro Thiago Ávila (foto), conhecido por integrar o "iate das selfies", não conseguiu se eleger como deputado federal por São Paulo.
Candidato da Rede Sustentabilidade, ele obteve 21.423 votos.
Mesmo assim, ele será um dos suplentes da federação PSOL Rede.
Apoio ao terrorismo
Ávila ganhou fama ao participar das flotilhas rumo à Faixa de Gaza batizadas pelo governo israelense de "iates das selfies", uma vez que serviam de palanque para ativistas se projetarem nas redes sociais e ganharem seguidores.
A sueca Greta Thunberg era a mais famosa entre os participantes.
Mas entre os outros ativistas há indivíduos que apoiam abertamente a teocracia iraniana e grupos terroristas. É o caso de Ávila.
O candidato da Rede é próximo da ditadura do Irã, que treina e financia o grupo terrorista libanês Hezbollah.
Após a morte do líder do Hezbollah Hassan Nassrallah por um míssil israelense, Ávila voou para Beirute para participar do seu funeral.
Durante a viagem, ele concedeu uma entrevista para o canal Al Mayadeen, do Hezbollah, em que exalta o "seyed" Nassrallah.
"Seyed" é um título religioso dado aos homens considerados como descendentes do profeta Maomé.
"Eu estou muito honrado de estar aqui no funeral de seyed Hassan [Nassrallah], uma das poucas pessoas que posso dizer que derrotou a entidade sionista [Israel], não uma vez, mas duas, em 2000 e 2006. Ele estará sempre na história da luta anticolonial e anti-imperialista. E nós vamos espalhar os bons valores do islamismo, da boa convivência entre as comunidades ao redor do mundo", disse Ávila, com um keffiyeh, lenço árabe, conhecido como "rede de peixe", que ganhou notoriedade por ser usado pelo palestino Yasser Arafat.
Placa de rua em SP
Durante a campanha eleitoral, Ávila cobriu a placa da Rua Estado de Israel, em Higienópolis, com os dizeres “Palestina livre do rio ao mar”.
O ato de antissemitismo foi realizado em 20 de setembro, dia em que começou o Iom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico.
Quando alguém fala que a Palestina deve ser livre do rio Jordão ao Mar Mediterrâneo, essa pessoa está dizendo é que é preciso ficar livre do povo israelense.
Em outras palavras, ela quer varrer Israel do mapa.
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