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Após fim da Lava Jato em SP, Procuradoria cria grupo contra crime organizado

19.06.21 14:05

Nove meses após a extinção da força-tarefa paulista da Lava Jato, o Ministério Público Federal vai criar um grupo especializado de combate ao crime organizado no estado, com 13 procuradores encarregados de investigar casos complexos que vão de corrupção a tráfico de drogas.

A criação do Gaeco, como é chamado o grupo, já foi usada pelo MPF para substituir recentemente as forças-tarefas da Lava Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro, cujo modelo de atuação era criticado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

Para o PGR, o Gaeco tem uma atuação mais “institucionalizada” dos que as forças-tarefas e foi a saída encontrada por Aras para desmontar a Lava Jato sem ser acusado de enfraquecer o combate à corrupção. Além dos grupos criados no Rio e no Paraná, há unidades também no MPF de Minas Gerais, Pará e Paraíba.

Os Gaecos são responsáveis por grandes casos e por investigações complexas. Os integrantes têm mandato de dois anos e podem receber um valor adicional no contracheque caso acumulem o trabalho exercido no grupo com as funções de seus cargos de origem.

No caso de São Paulo, ainda não se sabe se os 13 procuradores que se candidataram para compor o Gaeco terão dedicação exclusiva, o que é considerado essencial para o sucesso dos inquéritos. A extinta força-tarefa da Lava Jato chegou a ter oito procuradores dedicados exclusivamente aos casos da operação.

Em setembro do ano passado, sete integrantes da extinta força-tarefa paulista pediram demissão coletiva alegando “incompatibilidades insolúveis” com a atuação da procuradora Viviane Martinez, titular do gabinete para onde eram distribuídos os casos da Lava Jato.

Desde então, a procuradora arquivou ao menos 26 investigações vinculadas à Lava Jato e redistribuiu 52 inquéritos a outros procuradores do MPF. As investigações em curso apuravam supostos esquemas de corrupção envolvendo políticos do PT, PSDB, DEM e PSD, além de bancos e empreiteiras.

Após a repercussão negativa do desmonte da Lava Jato paulista, a PGR chegou a lançar em novembro um edital para convocar procuradores interessados em auxiliar Viviane Martinez nas investigações, mas nenhum reforço foi enviado. O Gaeco paulista deve começar a atuar até o fim deste mês.

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  1. Apenas enganação. Augusto Aras não é o único errado. Quem faz parte de sua gestão ajuda a manter as aparências de normalidade. Gente pequena.

  2. Augusto Aras é um cretino dissimulado. É pago por nós contribuintes, para trabalhar para aquele que pode levá-lo ao STF, para continuar o ciclo, de ser pago por nós, para trabalhar para o seu dono. Nem nos meus piores pesadelos, teria imaginado o retrocesso no combate à corrupção que ocorreu, por um PR, que se elegeu com a bandeira de combater à corrupção. Enquanto esse parasita chamado Augusto Aras continuar na PGR, não vislumbro qualquer avanço no combate à corrupção.

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