Crusoé
11.03.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Crônica
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã

"A população americana passou a aceitar ataques cirúrgicos, desde que com baixo custo humano e financeiro", afirma Lucas de Souza Martins

avatar
Duda Teixeira
5 minutos de leitura 11.03.2026 15:12 comentários 0
A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã
Trump em homenagem a militares americanos mortos no Kuwait. Foto: Emily J. Higgins/Casa Branca
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Os americanos são refratários a guerras longas no Oriente Médio, são mais propensos a aceitar ações militares breves, como a que está ocorrendo atualmente no Irã.

"Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, a população americana passou a aceitar ataques cirúrgicos, operações de contraterrorismo e ações de curto prazo, desde que com baixo custo humano e financeiro", afirma Lucas de Souza Martins, professor de história americana na Temple University, na Filadélfia.

Crusoé conversou com o professor para entender como o conflito pode repercutir na Casa Branca.

 

Qual tem sido a capacidade de os Estados Unidos influenciarem os acontecimentos no Irã ao longo da história? Ou seria melhor olhar para a capacidade de o Irã influenciar a política americana?

Durante décadas, especialmente após o golpe de 1953 no Irã, os EUA tiveram enorme influência sobre o Irã, apoiando o xá Reza Pahlevi e moldando sua política externa e militar.

A Revolução Islâmica de 1979 rompeu essa influência de forma abrupta. A dinâmica se inverteu.

A crise dos reféns colocou o Irã no centro da política doméstica americana, prejudicou a imagem internacional dos EUA e contribuiu para a derrota eleitoral de Jimmy Carter, em 1980.

O sr. poderia comparar a atitude de Carter em relação ao Irã com a de Trump?

A postura do presidente Jimmy Carter (1977 a 1981) diante do Irã foi essencialmente reativa. Ele enfrentou uma revolução inesperada, a queda de um aliado estratégico e uma crise de reféns que limitou drasticamente suas opções.

Carter priorizou a diplomacia, tentou evitar uma escalada militar e autorizou apenas uma operação de resgate limitada, que fracassou.

Sua política foi marcada pela contenção e pela tentativa de preservar vidas americanas, mesmo ao custo de parecer indeciso ou fraco aos olhos de parte da opinião pública.

A abordagem de Donald Trump, décadas depois, foi quase o oposto. Em um contexto de rivalidade prolongada e de ações indiretas do Irã contra interesses americanos, Trump adotou uma estratégia de dissuasão ativa, baseada em ataques preventivos e demonstrações de força.

Sua administração justificou ações militares como necessárias para impedir ameaças iminentes e para restaurar a credibilidade americana no Oriente Médio.

Assim, enquanto Carter reagiu a eventos que escapavam ao seu controle, Trump buscou moldar o comportamento iraniano por meio de pressão máxima e ações antecipatórias.

A comparação é válida, desde que se reconheça que os contextos eram radicalmente diferentes: Carter lidava com um regime recém‑instalado e imprevisível; Trump com um Estado consolidado, envolvido em conflitos regionais e com décadas de antagonismo acumulado.

Qual é a tolerância da população americana para conflitos no Oriente Médio? Qual era em 1979?

Em 1979, a tolerância da população americana para novos conflitos no Oriente Médio era muito baixa.

O trauma do Vietnã ainda era recente, e havia forte resistência a qualquer envolvimento militar prolongado.

A crise dos reféns gerou indignação e frustração, mas não se traduziu em apoio a uma guerra aberta contra o Irã. A opinião pública queria uma solução rápida e pacífica, e via com desconfiança qualquer ação que pudesse levar a outro atoleiro militar.

Nas décadas seguintes, especialmente após os atentados de 11 de setembro, a tolerância para operações militares no Oriente Médio aumentou, mas de forma seletiva.

A população americana passou a aceitar ataques cirúrgicos, operações de contraterrorismo e ações de curto prazo, desde que com baixo custo humano e financeiro.

No entanto, a experiência do Iraque e do Afeganistão reduziu drasticamente o apoio a guerras prolongadas. Hoje, a sociedade americana tende a apoiar ações limitadas e precisas, mas rejeita intervenções que pareçam abertas, caras ou intermináveis.

Os americanos estão dispostos a perdoar presidentes quando conflitos no Irã afetam as condições de vida dentro dos EUA?

Historicamente, os americanos raramente perdoam presidentes quando crises envolvendo o Irã têm impacto negativo direto sobre a vida cotidiana.

A crise dos reféns em Teerã prejudicou Jimmy Carter não apenas pela humilhação internacional, mas também pelo impacto econômico, especialmente no preço do petróleo, que agravou a inflação e o descontentamento interno.

Em geral, o eleitorado americano responsabiliza o presidente por instabilidade econômica, aumento do custo de vida e sensação de insegurança, mesmo quando esses fatores têm causas externas.

Há, porém, exceções. Presidentes podem ser perdoados, e até recompensados politicamente, quando conseguem demonstrar liderança clara, obter resultados rápidos ou evitar baixas americanas.

A opinião pública tende a valorizar ações decisivas que reforcem a segurança nacional sem impor sacrifícios significativos à população.

Mas, quando o conflito com o Irã se traduz em custos econômicos ou em percepção de fraqueza, o presidente costuma pagar o preço nas urnas.

Diários

Flávio e María Corina se encontram no Chile

Redação Crusoé Visualizar

Irã não participará da Copa do Mundo, diz ministro

Redação Crusoé Visualizar

Alckmin ensina Datena a usar uma enxada

Redação Crusoé Visualizar

Flávio à frente de Lula também no RJ, indica Realtime Big Data

Redação Crusoé Visualizar

Xerife Xandão renova a delegacia do STF

Duda Teixeira Visualizar

Big techs entram na mira do Irã

José Inácio Pilar Visualizar

Mais Lidas

4 coisas importantes sobre o novo líder supremo do Irã

4 coisas importantes sobre o novo líder supremo do Irã

Visualizar notícia
A instituição mais queimada pelo escândalo do Master

A instituição mais queimada pelo escândalo do Master

Visualizar notícia
Após "Big Baixaria Brasil", PL lança "A grande quadrilha"

Após "Big Baixaria Brasil", PL lança "A grande quadrilha"

Visualizar notícia
Big techs entram na mira do Irã

Big techs entram na mira do Irã

Visualizar notícia
Flávio à frente de Lula também no RJ, indica Realtime Big Data

Flávio à frente de Lula também no RJ, indica Realtime Big Data

Visualizar notícia
Os recados de Fachin aos juízes brasileiros

Os recados de Fachin aos juízes brasileiros

Visualizar notícia
Pesadelo eleitoral

Pesadelo eleitoral

Visualizar notícia
Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio

Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio

Visualizar notícia
Quanto tempo viverá Mojtaba Khamenei

Quanto tempo viverá Mojtaba Khamenei

Visualizar notícia
Todas as contradições de Viviane Moraes

Todas as contradições de Viviane Moraes

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Donald Trump

Estados Unidos

Guerra do Irã

Irã

Jimmy Carter

< Notícia Anterior

Irã não participará da Copa do Mundo, diz ministro

11.03.2026 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Flávio e María Corina se encontram no Chile

11.03.2026 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Duda Teixeira

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Notícias relacionadas

Flávio e María Corina se encontram no Chile

Flávio e María Corina se encontram no Chile

Redação Crusoé
11.03.2026 15:19 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Irã não participará da Copa do Mundo, diz ministro

Irã não participará da Copa do Mundo, diz ministro

Redação Crusoé
11.03.2026 15:09 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Alckmin ensina Datena a usar uma enxada

Alckmin ensina Datena a usar uma enxada

Redação Crusoé
11.03.2026 11:53 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Flávio à frente de Lula também no RJ, indica Realtime Big Data

Flávio à frente de Lula também no RJ, indica Realtime Big Data

Redação Crusoé
11.03.2026 10:34 3 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

5 maneiras pelas quais Stephen Hawking previu que o fim do mundo aconteceria

5 maneiras pelas quais Stephen Hawking previu que o fim do mundo aconteceria

Visualizar notícia
Depois das entregas, Amazon passa a oferecer corridas com veículos que dirigem sozinhos neste país

Depois das entregas, Amazon passa a oferecer corridas com veículos que dirigem sozinhos neste país

Visualizar notícia
A solução simples para organizar sua casa em pouco tempo

A solução simples para organizar sua casa em pouco tempo

Visualizar notícia
5 países que lhe pagarão para se mudar para lá e começar uma nova vida

5 países que lhe pagarão para se mudar para lá e começar uma nova vida

Visualizar notícia
O tempero que entrou no radar da Anvisa por ser um risco silencioso no fígado

O tempero que entrou no radar da Anvisa por ser um risco silencioso no fígado

Visualizar notícia
Nova mudança vai fazer usuários pagarem para enviar mensagens no WhatsApp

Nova mudança vai fazer usuários pagarem para enviar mensagens no WhatsApp

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso