Departamento de Estado dos EUA

A relação do governo brasileiro com John Kerry, o ‘czar do clima’ de Joe Biden

28.11.20 12:10

Como “czar do clima” do governo de Joe Biden, John Kerry talvez tenha de mandar mensagens incômodas para o governo brasileiro sobre os incêndios na Amazônia. Caso o presidente Jair Bolsonaro reaja de maneira intempestiva, a relação entre os dois países tende a esfriar.

Se isso acontecer, não será a primeira vez que Kerry terá de administrar uma relação complicada com o Brasil. Em 2010, o presidente Lula negociou um acordo nuclear com a Turquia e o Irã sem consultar as grandes potências. O tal acordo, em que urânio enriquecido do Irã ficaria armazenado na Turquia, não foi a lugar algum. A imprensa americana afirmou que a secretária de estado, Hillary Clinton, considerou as iniciativas de Lula “risivelmente ingênuas”. O relacionamento entre os dois países então começou a azedar.

John Kerry havia assumido como secretário de estado em fevereiro de 2013, substituindo Hillary. Seu maior desafio, logo de início, foi lidar com as revelações do hacker Edward Snowden, ex-consultor da CIA. Segundo dados vazados em junho, a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos vinha grampeando o telefone de diversos chefes de governo, incluindo o da presidente brasileira Dilma Rousseff. A Kerry coube visitar o Brasil em agosto de 2013, quando a tensão estava sem seu ápice (foto). “Foi uma visita rápida, em que a questão da espionagem nem foi mencionada. A relação ficou mais distante, e assim foi”, lembra o analista político americano Peter Hakim, do think tank Diálogo Interamericano, em Washington. “No momento atual, não vejo nada mostrando que essa amizade entre os dois países poderá ser aquecida”.

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  1. É impressionante o esforço do Duda para usar um jornalismo militante, talvez a soldo dos de sempre. O senhor Kerry foi alçado à posição de " czar do clima " pela fantasia a soldo do Duda, mas no fundo, a questão é simplesmente que a Europa, Estados Unidos e China não têm condições de competir conosco na produção de alimentos. Esse é o jogo e não zelo com árvores. Fosse assim, o " czar " do Duda anunciaria um amplo projeto para reflorestar o Tio Sam. É apenas canalhice, isso sim.

    1. Lourival — Deixe de falar besteira. Produzir alimento qualquer país produz. Isto não dá vantagem competitiva a ninguém. Vá na África, por exemplo, ver o que os chineses estão fazendo para se livrar dos produtos brasileiros. A Zâmbia já produz bastante soja para os porcos chineses e Botswana, que tem a melhor carde do mundo, já está pronta para ocupar novis nichos. Isso sem contar a Indonésia, a Austrália, etc. Pais que depende de commodities agrícolas e minerais é país que não tem futuro.

    2. A diplomacia sempre será bem vinda, mas o que prevalece é a competição. quando alguém incomada o macete e falar l al desse alguém. Meu concorrente é um cara sem escrúpulo, um selvagem quer destruir um pedaço do mundo. Quando os concorrentes (eles)mesmo já destruíram o que puderam. É assim que funciona.

    3. Acho que a imprensa, e parti ularmente Crosue está elegendo o novo imperador do mundo."Czar" Jon Carey.

  2. Tomara que o Sr. KERRY acabe com os incêndios da Sibéria, África, da Califórnia, do Canadá, da Bolívia e do Brasil. Esperando os 20 bilhoes de dólares prometidos pelo Sr. Biden.

  3. John Kerry: de candidato a presidente fragorosamente derrotado a assistente de velho caquético e pedófilo. Aqui nos U.S. estaremos "fu".Ainda resta a esperança de que aqui temos uma SUPREMA CORTE, ao contrário da pocilga brasileira.

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