A Fifa deve arrecadar cerca de US$ 3,1 bilhões, o equivalente a R$ 16 bilhões, apenas com a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade da Copa do Mundo de 2026, o é valor seis vezes maior do que o registrado na edição anterior do torneio, no Catar, em 2022.
Os números fazem parte de uma projeção de faturamento recorde da entidade para o ciclo comercial que se encerra com o Mundial deste ano.
Em evento realizado no sábado (18), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a expectativa de receita total do ciclo já soma US$ 15 bilhões, cerca de R$ 76,5 bilhões, US$ 2 bilhões acima da projeção inicial.
Receita de ingressos disparou
O crescimento está ligado à ampliação do torneio, que passou de 32 para 48 seleções e teve 104 partidas disputadas, além da política de preços dinâmicos adotada pela Fifa, na qual o valor dos ingressos varia conforme a demanda de cada confronto.
Sendo assim, a ocupação média dos estádios, somando jogos e pacotes de áreas VIP, ficou acima de 99% ao longo de toda a competição.
Como se divide o faturamento total
Os direitos de transmissão respondem pela maior fatia da receita do ciclo, com 44% do total. Ingressos e hospitalidade vêm em seguida, com 34%, e os contratos de patrocínio completam 20% do faturamento.
A entidade também projeta custos operacionais de US$ 3,7 bilhões com a realização do torneio, incluindo a premiação distribuída às seleções participantes.
Apesar da alta arrecadação ser vista como algo positivo, existe um lado negativo anterior à isso. A associação de torcedores Football Supporters Europe chegou a classificar os valores como “astronômicos” e estimou que um torcedor que acompanhasse a própria seleção da fase de grupos até a final teria de desembolsar pelo menos US$ 6.900, quase cinco vezes o valor cobrado na Copa do Catar.
Diante da pressão, a Fifa chegou a garantir um lote de ingressos a partir de US$ 60, incluindo para a final.
Próximos recordes
Com o encerramento do torneio, a Fifa deve iniciar em breve o balanço financeiro completo do ciclo 2023-2026, que servirá de base de comparação para as projeções de receita da próxima Copa do Mundo, em 2030, na Europa, no Marrocos e na América do Sul.








