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Suspeito de desviar quase R$ 100 mil é detido pela Polícia Federal em Caxias

Operação Logchain apura esquema de fraudes via Pix praticado por funcionário da Caixa Econômica usando acesso interno para alterar dados de clientes

Por Sofia Volpi
28/04/2026
Em Geral
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Foto: Reprodução/Polícia Federal

Foto: Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou no dia 24 de abril, a Operação Logchain em Caxias, no Maranhão, com foco em fraudes bancárias eletrônicas praticadas contra a Caixa Econômica Federal (CEF). A ação resultou no afastamento cautelar de um funcionário da agência.

Conforme comunicado oficial da PF, o investigado usava acesso privilegiado e credenciais funcionais para realizar alterações cadastrais indevidas em contas de clientes. 

Com os dados modificados, ele viabiliza transferências via Pix para destinatários recorrentes.

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O esquema ocorria diretamente nos sistemas internos do banco, sem a presença física dos titulares das contas. A fraude foi constatada por meio de imagens de monitoramento, segundo a nota divulgada no site oficial da Polícia Federal 

Quanto foi desviado e o que foi apreendido

O prejuízo inicialmente verificado é de R$91.835,36, segundo a PF. O valor, contudo, pode ser ainda maior com o aprofundamento das análises dos materiais recolhidos durante a operação, que incluem celulares, computadores, mídias digitais e documentos.

Além do afastamento cautelar das funções, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade. 

O material apreendido deve ajudar a identificar possíveis coautores ou outros beneficiários do esquema que ainda não foram alcançados pela investigação.

A própria Caixa Econômica Federal colaborou com as investigações para a identificação das fraudes, conforme a nota da PF. O banco integrou a força-tarefa que permitiu mapear as transações suspeitas e reunir provas suficientes para subsidiar a operação.

Quais crimes o suspeito pode responder

Se as suspeitas forem confirmadas, o funcionário pode responder por associação criminosa, estelionato majorado e furto qualificado, conforme enquadramento legal indicado pela Polícia Federal no comunicado oficial divulgado após a operação.

O estelionato majorado é o crime praticado contra idoso, enfermo ou mulher grávida, ou mediante abuso de relação doméstica ou coabitação, conforme o artigo 171 do Código Penal Brasileiro.

A qualificadora se aplica porque a fraude envolvia relação de confiança entre o funcionário e os titulares das contas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura.

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Reprodução: José Cruz / Agência Brasil

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