Mais de 2 milhões de visualizações e 11 mil comentários em apenas duas horas.
Foi essa a repercussão do vídeo publicado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) neste domingo (12), uma semana depois da eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, mas não do jeito que a entidade esperava: a maior parte das reações foi de crítica.
O vídeo, com pouco mais de um minuto, tenta transformar a queda nas oitavas de final, para a Noruega, no ponto de partida de uma “reconstrução” rumo à Copa do Mundo de 2030.
A produção reúne imagens da derrota, de torcedores acompanhando a partida em diferentes países e de jogadores como Endrick, Estêvão, Rayan, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Raphinha, além do técnico Carlo Ancelotti.
O que diz a campanha da CBF
Na publicação, a entidade descreve a campanha encerrada em 5 de julho como “um filme que não queríamos escrever, sobre uma história que não pode ser esquecida” e promete que a Seleção volta “com mais estabilidade, mais planejamento e mais trabalho duro”. Veja o vídeo neste link.
O texto reforça a ideia de que “desistir nunca foi coisa de brasileiro” e projeta a conquista do hexacampeonato em 2030.
O que os torcedores responderam
Nos comentários, internautas classificaram o discurso como “retórica barata” e cobraram resultados concretos em vez de campanhas publicitárias.
Vários usuários relembraram que uma mensagem parecida já havia sido usada após a eliminação na Copa de 2022, sem que, segundo eles, tenha havido evolução real da equipe desde então.
Outros comentários associaram diretamente a queda de rendimento da Seleção ao patrocínio de casas de apostas a jogadores e à própria CBF, resumido na frase “menos bet, mais futebol”, repetida por diversos torcedores.
A eliminação para a Noruega repetiu um padrão que se arrasta desde 2006: o Brasil não vence uma seleção europeia em fase eliminatória de Copa do Mundo há seis edições consecutivas. Caso não conquiste o título em 2030, o país completará 28 anos sem levantar a taça, o maior intervalo desde o pentacampeonato de 2002.
O técnico que segue no comando
Apesar da repercussão negativa, a CBF já confirmou a manutenção de Carlo Ancelotti no comando da Seleção até 2030.
Segundo apuração da imprensa esportiva, jogadores se reuniram com o presidente da CBF, Samir Xaud, e com o secretário-geral Gustavo Dias Henrique no dia seguinte à eliminação para pedir estabilidade técnica e política na condução do time nos próximos quatro anos.








