Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afirmou não reconhecer a autenticidade de documentos divulgados pelo jornal alemão Bild, que teriam sido encontrados no vestiário da Seleção Brasileira após a eliminação para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Segundo o Bild, os papéis fariam parte da preparação da comissão técnica de Carlo Ancelotti para uma eventual disputa de pênaltis contra os noruegueses, cenário que não chegou a se concretizar: o Brasil perdeu por 2 a 1 no tempo normal e foi eliminado.
O que os documentos mostravam
Entre os materiais publicados pelo jornal alemão estava uma suposta lista de cobradores de pênaltis da seleção norueguesa, com indicação do pé dominante de cada jogador.
Erling Haaland aparecia registrado como destro, apesar de ser canhoto. Outros papéis traziam desenhos de gol com setas indicando o canto e a altura preferidos de cada cobrança, além de anotações sobre o goleiro Ørjan Nyland.
O que diz a nota da CBF
Em comunicado oficial, a entidade afirmou:
“A comissão técnica da Seleção Brasileira, como de praxe em todas as grandes equipes do mundo, faz análises técnicas e táticas de seus adversários (…) Desta forma, a CBF não reconhece as imagens divulgadas pelo Bild, jornal alemão notório por sua abordagem sensacionalista.”
Segundo a entidade, todo o material de análise produzido pela comissão de Ancelotti é impresso e escrito em letra de forma, o que, segundo a CBF, contradiz o formato manuscrito dos documentos divulgados pelo jornal alemão.
Ambiente de desinformação após a eliminação
A repercussão do caso ocorre em meio à circulação de outras teorias sem qualquer comprovação sobre a derrota brasileira, incluindo uma mensagem que voltou a viralizar nas redes sociais afirmando que o resultado da partida contra a Noruega havia sido combinado previamente.
Agências de checagem de fatos já identificaram esse texto como uma versão reciclada de boatos semelhantes espalhados após outras eliminações do Brasil em Copas do Mundo anteriores, como em 1998 e 2014.
O caso entra na lista de ações suspeitas envolvendo decisões disciplinares da Fifa nesta Copa, o que amplia o clima de desconfiança em torno da condução institucional do torneio como um todo.








