A delegação da Seleção Brasileira deixou, nesta semana, a base em Nova Jersey com destino ao Rio de Janeiro, mas sem a presença do treinador Carlo Ancelotti. Após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 para a Noruega, o comandante optou por não embarcar no voo fretado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e seguiu viagem para Vancouver, no Canadá, onde sua família reside.
Analistas apontam que a estadia de Ancelotti na América do Norte é apenas o início de um período de descanso do técnico, antes do retorno previsto para o fim de julho, quando começará o planejamento para o ciclo da Copa de 2030. Apesar da derrota, a confederação mantém total apoio ao técnico italiano.
Decisão de Ancelotti
Carlo Ancelotti e parte de sua comissão técnica deixaram o hotel em Basking Ridge na segunda-feira (06), um dia após o revés por 2 a 1. O treinador fez escala em Nova York antes de seguir para o Canadá. A CBF disponibilizou um voo para o Rio de Janeiro, que partiu de Newark na tarde desta terça (07), mas o técnico não integrou o grupo.
A maioria dos jogadores também não utilizou o voo oficial, preferindo viajar por conta própria para seus destinos de férias ou clubes. Apenas o zagueiro Danilo, do Flamengo, e o goleiro sub-20 Léo Nannetti retornaram diretamente ao Brasil na aeronave da confederação, acompanhados por dirigentes e membros da estrutura de apoio.
CBF garante continuidade até 2030
Em meio à dispersão da delegação, a diretoria da CBF reafirmou a confiança no trabalho de Ancelotti. O diretor executivo de seleções, Rodrigo Caetano, declarou que não há intenção de romper o contrato, que foi renovado e vigora até 2030.
“Cabe a nós agora ressaltar a necessidade de termos um ciclo dentro de uma normalidade, com um pouco mais de calma, com um trabalho que vai ter continuidade com o Mister até a Copa de 2030 e com os ajustes necessários”, afirmou Caetano.
A entidade avalia que a eliminação precoce não invalida o profissionalismo demonstrado durante o torneio e planeja dar tranquilidade ao treinador para promover as renovações necessárias no elenco, especialmente no meio-campo.
Próximos passos
Ancelotti deve retornar ao Rio de Janeiro no final de julho para iniciar a reformulação da equipe. A próxima convocação está prevista para a primeira quinzena de setembro, aproveitando a nova janela estendida da FIFA, que permitirá até quatro amistosos.
Brasil deve enfrentar a Austrália em setembro, ocasião em que o técnico pretende implementar “novas ideias” e promover mudanças na comissão técnica, incluindo a possível saída de seu filho, Davide Ancelotti, e do preparador de goleiros Taffarel.








