A pedido da Take-Two Interactive, controladora da Rockstar Games, um tribunal aprovou intimações que obrigam gigantes da tecnologia, incluindo X (antigo Twitter), YouTube, Microsoft e Discord, a revelarem a identidade dos usuários por trás do perfil “Cyberleek“, responsável por disseminar imagens e vídeos inéditos do GTA VI nas últimas semanas.
A ação é uma escalada da resposta legal da empresa, que migrou de simples pedidos de remoção de conteúdo para uma ofensiva judicial agressiva sob o pretexto da Digital Millennium Copyright Act (DMCA).
Os documentos, arquivados no dia 20 de agosto, alegam violação massiva de direitos autorais e visam desmantelar a rede de distribuição do material roubado.
O foco dessa ofensiva é identificar os operadores por trás de múltiplas personas digitais, incluindo CyberLeeks, Surfer24k e CyberLeek_ar_io. A Take-Two argumenta que o material vazado inclui “conteúdo audiovisual, arte, imagens e diálogos” protegidos, cuja exposição prematura causa danos à propriedade intelectual da companhia.
“Big Techs” na mira
As ordens judiciais exigem que as plataformas forneçam dados sensíveis de identificação, como endereços de IP, registros de e-mail, números de telefone, identificadores de dispositivos e logs de acesso.
Da Microsoft, a empresa exigiu dados de usuários do GitHub e do OneDrive e também “todos os registros internos de investigação” que a própria Microsoft possa ter realizado sobre a atividade do “Cyberleek”.
Já o Discord foi ordenado a fornecer dados de todos os membros de servidores específicos onde o vazamento ocorreu desde 1º de junho. Além da Microsoft e do Discord, intimações adicionais foram direcionadas ao X e ao YouTube para rastrear contas específicas que republicaram o conteúdo.
Resistência
O site oficial do “Cyberleek” e seu canal no Telegram foram derrubados ou suspensos por violação de direitos autorais no fim de semana. Contudo, novos vídeos de gameplay continuaram a circular em fóruns alternativos e redes descentralizadas no último domingo (23).
Especialistas apontam que, caso as empresas de tecnologia cumpram o prazo e entreguem os dados, a Take-Two poderá mover ações civis diretas ou encaminhar o caso para autoridades criminais, seguindo o precedente do hacker Arion Kurtaj, sentenciado em 2023 pelo vazamento massivo ocorrido em anos anteriores.








