O WhatsApp iniciou, nesta semana, a reserva global de nomes de usuário, mudança aguardada por diversos brasileiros e que rompe com décadas de dependência exclusiva do número de telefone para identificação. A funcionalidade, comparada ao modelo do Telegram, visa proteger os dados pessoais dos usuários.
A partir de hoje (30), milhões de usuários podem acessar o menu de configurações para garantir seus identificadores únicos antes da ativação completa do sistema, prevista para ocorrer em ondas regionais até setembro de 2026.
Regras de privacidade
Diferentemente de redes sociais abertas, o novo sistema do WhatsApp não incluirá um diretório público de busca. Para contactar alguém, será necessário conhecer o nome de usuário exato. O objetivo dessa medida é preservar a privacidade do usuário e minimizar casos de mensagens “spam” no app.
Além disso, a plataforma introduziu ainda a “Chave de Nome de Usuário”, um código de segurança opcional de quatro dígitos que funciona como uma barreira contra mensagens indesejadas de desconhecidos.
Os nomes devem conter entre 3 e 35 caracteres, iniciar obrigatoriamente com uma letra e podem incluir pontos e sublinhas. A empresa informou ter bloqueado preventivamente a reserva de nomes de marcas registradas e figuras públicas para mitigar riscos de fraude e impersonificação.
Além do controle de reserva, a empresa também garantiu que irá realizar ondas minunciosas de fiscalização nas primeiras semanas da atualização justamente para identificar e combater possíveis fraudes.
Cronograma
De acordo com a empresa, o lançamento seguirá um cronograma escalonado. Após a fase atual de reservas, a funcionalidade de envio de mensagens será ativada em julho para países como Colômbia, Singapura e Gana, com disponibilidade global total prevista para o terceiro trimestre deste ano.
Especialistas em segurança digital celebram a iniciativa, mas alertam que o número de telefone permanece vinculado à conta para fins de recuperação e verificação de identidade. Ou seja, mesmo que agora sejam permitidos nomes próprios de usuário, o número de celular ainda é o identificador final e essencial.




