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Quase ninguém percebeu, mas esses 6 produtos do mercado ficaram mais caros

Por Milena Armando
26/01/2026
Em Geral
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Quase ninguém percebeu, mas esses 6 produtos do mercado ficaram mais caros

Reprodução: Pexels - Rollz International

O fenômeno conhecido como shrinkflation, ou reduflação, tem se tornado cada vez mais comum nos supermercados e afeta o bolso do consumidor de forma silenciosa. 

Em vez de aumentar os preços diante da inflação e do avanço nos custos de produção, muitas empresas optam por reduzir a quantidade de produto nas embalagens, mantendo o mesmo valor de venda. Assim, o consumidor leva menos para casa sem, muitas vezes, perceber a mudança imediatamente.

Produtos menores pelo mesmo preço

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A prática não se restringe a um único setor. Ela aparece com frequência em alimentos, bebidas, itens de higiene pessoal e produtos de limpeza. 

Chocolates que antes tinham 100 gramas passam a ter 90 g ou 80 g, pacotes de biscoito/bolacha recheada vêm com menos unidades, caixas de cereal perdem peso, bebidas lácteas tem redução de ml, sabonetes ficam menores e detergentes têm o volume reduzido. 

Em muitos casos, essas alterações são indicadas de forma discreta nos rótulos, o que dificulta a identificação no momento da compra.

Por que as empresas adotam a shrinkflation?

A estratégia é baseada no comportamento do consumidor. As pessoas tendem a perceber aumentos de preço com mais facilidade do que reduções sutis de quantidade. 

Dessa forma, as empresas conseguem preservar margens de lucro e evitar o impacto negativo imediato de um reajuste direto no valor final do produto, mantendo a competitividade nas prateleiras.

O que diz a legislação e como se proteger

No Brasil, a shrinkflation é permitida, desde que a mudança na quantidade seja informada ao consumidor. Na prática, porém, essa comunicação nem sempre é evidente, e muitos só notam a diferença depois da compra. 

Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada às embalagens e ao preço por quilo ou litro, que costuma ser a forma mais eficaz de comparar produtos e identificar quando um item se tornou menos vantajoso.

Um impacto silencioso no poder de compra

O resultado é que, mesmo quando os preços aparentam estabilidade, o consumidor pode estar pagando mais pelo que consome de fato. 

A reduflação funciona como uma inflação invisível, que reduz o poder de compra aos poucos e exige mais atenção nas escolhas do dia a dia.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: comprasmercadoshrinkflation
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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