A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Netflix apresente os contratos firmados com a família de Mário Jorge Lobo Zagallo para a produção da série “Brasil 70: A Saga do Tri”, que retrata a campanha do tricampeonato mundial de 1970, no México, conquistado sob o comando de Zagallo como técnico.
Segundo a imprensa, a própria plataforma de streaming será intimada a detalhar os acordos firmados para retratar a imagem do ex-técnico na trama.
O pedido partiu de duas das filhas de Zagallo, Marília Emília e Maria Cristina, que cobram do irmão mais novo, Mario César Zagallo, a prestação de contas sobre o patrimônio deixado pelo pai. A disputa entre os herdeiros se arrasta desde a morte do ex-jogador e treinador, em janeiro de 2024, aos 92 anos, por falência múltipla de órgãos.

Disputa expõe dívidas e contratos de imagem
Em 2024, Mario César apresentou à Justiça os bens deixados pelo pai, então avaliados em R$ 205 mil. O espólio, porém, também acumula dívidas superiores a R$ 465 mil, a maior parte referente a condenações trabalhistas movidas pelas ex-empregadas domésticas Maria Lucia Vieira Gomes e Fabiane Ribeiro Barbosa, que alegaram atrasos de pagamento e reduções salariais não comunicadas.
A defesa das herdeiras argumenta ser necessário esclarecer também o destino de recursos de contratos de imagem e publicidade firmados nos últimos anos da vida de Zagallo.
Série reúne elenco de peso
Lançada pela Netflix em maio, em parceria com a O2 Filmes, “Brasil 70: A Saga do Tri” tem Bruno Mazzeo no papel de Zagallo, Rodrigo Santoro como o jornalista e técnico João Saldanha e Lucas Agrícola como Pelé. Procurada pelo site Poder360 para comentar a decisão judicial, a assessoria de imprensa da Netflix não respondeu até a publicação das primeiras reportagens sobre o caso.
Zagallo também foi supervisor técnico da Seleção no tetracampeonato de 1994, o que fez dele o único envolvido em quatro conquistas mundiais do Brasil, como jogador, técnico e membro da comissão técnica.








