Após meses de negociação e um “quase sucesso“, o Corinthians anunciou oficialmente, nesta semana, o fim das negociações para a renovação de contrato do atacante Memphis Depay.
A ruptura, justificada exclusivamente pela “saúde financeira da instituição”, resultou na saída imediata do jogador holandês após quase dois anos de passagem pelo Parque São Jorge e desencadeou uma onda de indignação entre a torcida e críticas severas do próprio atleta.
O fim do sonho
Apesar de as tratativas terem avançado significativamente nas últimas semanas, a ponto de haver um acordo verbal e exames médicos realizados, a diretoria, liderada pelo presidente Osmar Stábile, recuou nos momentos finais.
Em nota oficial, o clube afirmou que “assumir um novo compromisso dessa magnitude não seria compatível, neste momento, com o equilíbrio financeiro que precisamos preservar”.
A decisão surpreende porque Memphis havia demonstrado flexibilidade, aceitando reduzir seu salário mensal para cerca de R$ 2 milhões e concordando em parcelar a dívida existente em quatro parcelas semestrais, com início dos pagamentos apenas em fevereiro de 2027.
No entanto, a resistência de facções políticas internas e o temor de um impacto financeiro de longo prazo, com o custo total da operação podendo ultrapassar R$ 140 milhões, pesaram para o desfecho negativo.
Impacto
Analistas apontam que a saída de Memphis deixa um vácuo técnico considerável no elenco corintiano. Em 79 partidas, o atacante holandês, que foi peça-chave na campanha da Copa do Mundo recente, marcou 20 gols e distribuiu 15 assistências, sendo fundamental na conquista de títulos como a Supercopa e a Copa do Brasil.
Sua permanência era vista como vital para as competições do segundo semestre, especialmente a Libertadores. A eliminação recente na Copa do Brasil, associada à perda de seu principal nome ofensivo, intensificou a percepção de enfraquecimento do time às vésperas de decisões importantes.
Repercussão
A notícia caiu como uma bomba entre os torcedores. Nas redes sociais e nas imediações do estádio, a revolta é generalizada. A “Fiel Torcida” cobra explicações sobre a perda de um jogador de protagonismo mundial por motivos que considera administrativos, e não esportivos, classificando a decisão como um retrocesso para o projeto do clube.
Do outro lado, a reação de Memphis também foi forte. Em uma nota divulgada no X (antigo Twitter), ele classifica a gestão como “inaceitável”; o atacante prometeu reagir com firmeza contra a diretoria.
“Fiquem certos de que não deixarei esse comportamento inaceitável sem sanção”, declarou o jogador em suas redes sociais.







