Em reunião realizada nesta segunda-feira (10), em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, os 40 clubes das Séries A e B do Brasileirão aprovaram um pacote de dez novas regras para o futebol nacional, com aplicação imediata a partir da 23ª rodada da competição.
A mudança também vale para as Séries C e D, a Copa do Brasil e o Brasileiro Feminino A1.
O objetivo é reduzir o tempo perdido com “cera” e aumentar o tempo de bola em jogo, hoje na média de 52min54s na Série A e 51min09s na Série B, abaixo da meta de 60 minutos estabelecida pela Fifa.
Segundo a CBF, o conjunto de regras pode acrescentar entre 5 e 6 minutos de bola rolando por partida, e a maior parte das mudanças já havia sido testada durante a Copa do Mundo de 2026.
Time fica com um a menos quando o goleiro é atendido
A novidade mais inédita do pacote afeta diretamente os goleiros: quando o arqueiro precisar de atendimento médico, o técnico ou o capitão da equipe deverá indicar um jogador de linha para deixar o gramado por um minuto, e o time passa a ter, temporariamente, dez jogadores em campo.
A intenção é evitar que supostos problemas físicos do goleiro sejam usados para simplesmente interromper o jogo sem custo algum para o time.
Cronômetro também vale para laterais e tiros de meta
Entre as demais regras, o goleiro passa a ter apenas oito segundos com a bola nas mãos antes de sofrer escanteio, o mesmo prazo vale para cobranças de lateral e tiro de meta, e jogadores substituídos têm dez segundos para sair de campo. T
ambém foi criado o chamado “Protocolo Vini Jr.”, que prevê cartão vermelho para quem tampar a boca intencionalmente durante discussões, e apenas o capitão de cada equipe poderá falar diretamente com o árbitro.
O VAR ganhou ainda poder para revisar a aplicação de um segundo cartão amarelo e lances de escanteio mal marcado que resultem em gol ou pênalti.








