O BYD Dolphin Mini, elétrico de entrada da montadora chinesa, já ultrapassa modelos consagrados do mercado brasileiro e se aproxima do grupo dos cinco carros mais vendidos do país.
Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o compacto soma 42.930 emplacamentos entre janeiro e julho deste ano, à frente do Hyundai HB20 e do Fiat Mobi no acumulado do período, dois dos modelos mais tradicionais do segmento popular no país. A procura pelo modelo, muito utilizado para ser carro de aplicativo, cresceu nos últimos anos.
Com o resultado, o Dolphin Mini aparece na sexta posição do ranking geral de vendas do país, logo atrás da zona de corte do Top 5. O HB20 fica em sétimo lugar, com 41.966 emplacamentos, enquanto o Mobi ocupa a nona posição, com 38.685 unidades registradas no mesmo período de sete meses.
Perfil de vendas revela diferenças entre os modelos
A composição das vendas mostra estratégias comerciais distintas: das unidades do Dolphin Mini, 35.199 foram para pessoas físicas e 7.731 para empresas, enquanto o Mobi teve a lógica quase invertida, com 37.817 emplacamentos para frotas corporativas e apenas 568 no varejo.
Já o HB20 ficou dividido de forma mais equilibrada entre os dois públicos, com 24.039 vendas diretas e 17.927 no varejo no acumulado do ano. Em julho isolado, o elétrico chinês emplacou 7.265 unidades, das quais 5.537 no varejo e 1.728 para empresas.
Primeiro elétrico fabricado no Brasil
Fabricado na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, o Dolphin Mini é o primeiro carro elétrico produzido em solo brasileiro, com produção iniciada em outubro de 2025. O modelo parte de R$ 119.990, usa bateria LFP de 38 kWh com tecnologia Blade e tem autonomia de 280 quilômetros, segundo homologação do Inmetro, e concorre diretamente com o Renault Kwid E-Tech, outro elétrico de entrada vendido na mesma faixa de preço no país.







