O filme Michael, a cinebiografia sobre a vida do próprio “Rei do Pop”, o Michael Jackson, alcançou neste domingo (12) um marco inédito na história do cinema. A produção, estrelada pelo sobrinho do astro, Jaafar Jackson, tornou-se oficialmente a primeira cinebiografia a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial.
Com um total global de US$ 1,001 bilhão, o longa superou as expectativas mais otimistas e consolidou-se como o maior sucesso financeiro da Lionsgate de todos os tempos, desbancando recordes anteriores da franquia Jogos Vorazes. O filme é também o segundo a atingir esse patamar em 2026, atrás apenas da animação Super Mario Galaxy.
Trajetória de recordes
A conquista do bilhão de dólares coroa uma sequência impressionante de recordes quebrados pelo filme desde sua estreia em abril. No caso, o filme quebrou o recorde de maior cinebiografia musical, superando Bohemian Rhapsody (2018), que detinha o recorde com US$ 911 milhões.
Além disso, Michael também quebrou o recorde de maior cinebiografia da história, antes detido pelo filme Oppenheimer (2023), que arrecadou aproximadamente US$ 976 milhões.
Fora os recordes, Michael também se tornou o filme mais rentável da Lionsgate ao superar Jogos Vorazes: Em Chamas (2013), que havia arrecadado US$ 865 milhões.
Segundo dados da Variety, a bilheteria é composta por US$ 371,8 milhões na América do Norte e US$ 629,8 milhões internacionalmente. O impulso final para cruzar a linha de US$ 1 bilhão veio principalmente do mercado japonês, onde o filme foi lançado mais tarde e já soma mais de US$ 35 milhões.
Fenômeno no Brasil
O Brasil desempenhou um papel crucial no sucesso internacional da obra. O país consolidou-se como o maior mercado da América Latina para o filme, com uma arrecadação superior a US$ 33,9 milhões (cerca de R$ 168 milhões).
O desempenho brasileiro superou até mesmo o do México (US$ 31,9 milhões), tradicionalmente um dos maiores mercados para Hollywood na região. Desde a estreia, quando registrou a maior abertura do ano no país, Michael manteve-se no topo das paradas. Para especialistas, isso reforça a forte conexão do público brasileiro com o legado do Rei do Pop.








