Mark Zuckerberg, dono da Meta, criticou o jeito como empresas como a OpenAI e a Anthropic estão desenvolvendo inteligência artificial. Em entrevista ao jornal The New York Times nesta terça-feira (28), ele disse que concentrar essa tecnologia em poucas empresas pode atrapalhar a inovação e limitar o acesso das pessoas.
O empresário criticou a ideia de criar uma única inteligência artificial gigante, controlada por poucas empresas, com o objetivo de garantir que ela seja “boa para a humanidade”.
“Sou cético em relação a esse caminho”, afirmou o executivo. Para ele, o melhor caminho é ter várias inteligências artificiais diferentes, que as próprias pessoas possam ajustar do jeito que quiserem, de acordo com suas necessidades pessoais, em vez de depender de um único sistema central controlado por poucas empresas.
Executivo diz que rivais exageram nos riscos
O dono da Meta também disse que outras empresas de IA exageram ao falar sobre os riscos da tecnologia. “Grande parte do discurso de muitos dos outros laboratórios está carregada demais de catastrofismo.
É preciso trazer mais realismo para esse debate”, declarou. Em um artigo publicado no jornal The Wall Street Journal, ele foi além e escreveu que concentrar poder nas mãos de poucos sempre atrapalhou o avanço da humanidade ao longo da história, tanto na política quanto na economia.
Meta aposta em modelo aberto, mas ainda não lidera
A fala de Zuckerberg se relacionam aos negócios da própria Meta, que desenvolve o Llama, um modelo de inteligência artificial de código aberto usado por empresas do mundo todo, inclusive no Brasil, onde bancos como o Itaú já usam o Llama em produtos próprios.
Mesmo defendendo esse modelo aberto, a Meta ainda não conseguiu superar tecnicamente os concorrentes fechados nos testes de desempenho mais recentes. Na mesma entrevista, o executivo disse ainda que os Estados Unidos não deveriam proibir modelos de IA feitos na China, já que essa proibição não resolveria de fato o problema da concorrência tecnológica com o país asiático.







