O atacante Rony, atualmente defendendo o Santos, ajuizou uma ação trabalhista contra o Atlético-MG cobrando o valor total de R$ 9.534.076,40. O processo, registrado na 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte no início de agosto de 2026, retoma uma disputa judicial entre as partes que havia sido suspensa em 2025.
Enquanto a defesa do atleta exige quase R$ 10 milhões, o clube mineiro reconhece uma dívida parcial de R$ 762.581,00, contestando o montante restante que inclui multas rescisórias e a nulidade de acordos anteriores.
Detalhes da ação
A ação, protocolada neste sábado (1º) e representada pelo advogado Fábio Luiz de Oliveira, detalha uma série de pendências financeiras e contratuais. Os principais pontos da cobrança incluem:
- Uma multa do Artigo 477 da CLT, correspondente a um salário do atleta, devido ao parcelamento considerado irregular das verbas rescisórias.
- Um pedido de integração dos Direitos de Imagem, para que os valores pagos a título de imagem sejam incorporados ao salário, gerando reflexos em todas as demais verbas trabalhistas.
- A anulação do termo de rescisão do contrato de luvas, o que implicaria o pagamento de um saldo contratual estimado em R$ 4 milhões.
- Cobrança de valores em atraso que ainda não foram quitados.
A defesa de Rony informou que, embora tenha havido tentativas de acordo, as negociações foram infrutíferas, levando à judicialização. O advogado do atacante declarou estar aberto a novos diálogos, desde que haja interesse recíproco para uma resolução sem julgamento.
O que o Atlético-MG diz?
O Atlético-MG admitiu a existência de débitos, mas discorda dos cálculos apresentados pelo jogador. Em nota e declarações à imprensa, o clube confirmou que deve a quantia de R$ 762.581,00, referente especificamente a parcelas de luvas e direitos de imagem.
A diretoria alvinegra argumenta que o valor cobrado por Rony é desproporcional e tenta há tempos um acordo para quitar a dívida reconhecida. Informações apontam que o clube ainda não havia sido citado oficialmente no processo na data das primeiras declarações, mas já se manifestou sobre o mérito da dívida parcial.
Histórico do conflito
Esta não é a primeira vez que o relacionamento entre Rony e o Atlético-MG termina nos tribunais. Em julho de 2025, o atacante já havia solicitado a rescisão indireta de seu contrato devido a atrasos nos pagamentos de salário e FGTS.
Na ocasião, uma intervenção direta da comissão técnica e da diretoria convenceu o jogador a desistir da ação mediante promessas de regularização.
O processo atual de agosto de 2026 surge alegando descumprimento das obrigações firmadas naquele acordo de 2025. Segundo a defesa do atleta, o clube manteve os pagamentos em dia por apenas dois meses após a trégua, retomando a inadimplência.







